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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Meu Coração e Outros Buracos Negros de Jasmine Warga

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐

Meu Coração e Outros Buracos Negros é um livro (maravilhoso) que aborda o tema do suicídio e o tema da depressão, maioritariamente.

O livro conta a história de uma adolescente de 16 anos, a Aysel, que vive com a mãe, o padrasto e os seus dois meios-irmãos mais novos. Ela estuda e tem um trabalho a meio tempo numa empresa de telemarketing. Sofre com depressão e pondera a ideia de vir a cometer o suicídio. Enquanto trabalha, costuma aceder a um site chamado “Passagens Tranquilas”, onde pretende encontrar um parceiro de suicídio.

Roman é um rapaz de 17 anos e que à partida não tem nada de comum com Aysel Tem uma família que o adora e tem vários amigos à sua volta, mas tal como Aysel, também sofre com depressão e também frequenta o site “Passagens Tranquilas”, em busca de um parceiro para atingir o seu objetivo: o suicídio.

Aysel e Roman conhecem-se neste site e planeiam cada pormenor do seu próprio suicídio juntos, escolhendo a data de 7 de abril para o concretizar. Começa então uma contagem regressiva para o dia em que todo o sofrimento de ambos irá terminar.

Apesar de já ter lido alguns livros com a temática do suicídio que são fantásticos, este pareceu-me espetacular, porque a toda a hora, sentimos como a depressão afeta realmente as pessoas e como a “lesma preta” que existe dentro delas as ataca e as corrói por dentro, matando cada emoção positiva que pudesse existir e isso é algo que, na minha perspetiva, a autora soube trabalhar muito bem.

Para além desta forma maravilhosa que a autora escolheu para abordar o tema do suicídio, quase tudo me parece realista e autêntico, pudendo, talvez, o final ter-se desenvolvido um pouco rápido de mais do que deveria (não irei alargar-me nesta minha opinião sobre o final, para evitar dar spoilers).

A narrativa é muito fluida, prende o leitor à história e a autora consegue dar muitos (usando uma expressão do Português do Brasil) “tapas na cara” do leitor.

A quem procura um romance fofinho, pode esquecer este livro, porque este não é o tipo de livro em que ambos sofrem, conhecem-se e, num piscar de olhos, tudo fica maravilhosamente bem. Este livro não romantiza o suicídio, até porque na realidade, sabemos que não basta que a pessoa entre na nossa vida e todos os problemas desapareçam. Falando mais concretamente neste livro, não basta que a Aysel e Roman se conheçam para que o motivo pelo qual eles pretendem morrer desapareça de um momento para o outro. E este é sem dúvida um dos pontos mais positivos do livro.

Por fim, esta história deixa-nos uma mensagem de esperança: A quem está a passar pelo mesmo, mostra que não estão sozinhos; A quem assiste a alguém que possa, eventualmente, estar a passar pelo que a Aysel ou o Roman passam, ensina que devemos estender a mão e oferecer ajuda, em vez de ficarmos calados, só por não sabermos como abordar a situação, ou simplesmente desvalorizar esta doença, até porque a depressão é algo da qual é difícil sair sem ajuda de alguém.

Meu Coração e Outros Buracos Negros foi um livro que me levou à reflexão e me fez compreender ainda melhor este tema, cada vez mais abordado na literatura: o suicídio e as causas que nos levam a cometê-lo.

Espero que tenham gostado e que, se tal com eu adoram ler livros com esta temática, deem uma oportunidade a esta leitura, porque estou certa de que não irão arrepender-se.

Beijinhos e boas leituras!

Lia

domingo, 21 de maio de 2017

diz-lhe que não de Helena Magalhães

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐
 
Sabem aquela altura em que leem um livro tão bom, mas tão bom que quando vão para escrever a crítica para o blog, não fazem ideia por onde começar? Pois bem, estou exatamente nessa situação.
 
Desde o primeiro dia em que vi o livro “diz-lhe que não” na lista de pré-lançamentos da wook (sim, costumo frequentar bastante esta secção), que me despertou a atenção e me fez clicar no ícone da capa para ler a sinopse. Talvez me tenha chamado à atenção pelo facto de a capa ser da minha cor preferida, ou pelo tipo de letra que escolheram para o título ser fantástico, porém não foi só a capa que me fez comprar o livro, mas também a sinopse dele.
 
Não tenho o hábito de colocar as sinopses nas resenhas, mas não há regra sem exceção, e acho mesmo que esta sinopse vale mesmo a pena ler:

[ SINOPSE

«Conheço muitas mulheres que escolhem ficar em relações de merda porque é muito mais fácil viver assim do que enfrentar o mundo sozinhas. Do que terem de continuar a procurar. Talvez essas relações só sejam de merda aos meus olhos. Talvez, para elas, sejam exactamente aquilo que procuram. Mas eu não nasci para isso. Nasci para amar (e ser amada) profundamente. Vou continuar a procurar, mesmo que continue a cair de cabeça no chão. Vou sempre dizer sim ao amor. Às borboletas no estômago. Às pernas a tremer. Quero viver todas as sensações que o amor me puder oferecer.
E nunca, nunca, nunca me vou contentar com menos do que isso. Neste livro cada Capítulo corresponde a uma história. Poderia dizer-vos que são ficcionais, mas não são. Se são 100% reais? Também não. Porque, por vezes, fantasiar um pouquinho aquilo que vivemos torna-nos mais felizes.»

Helena acredita no amor, apesar das relações fast-food que muitas vezes sente na pele.
Enquanto homens como o Sem Cojones, o Flash, o Velho, o Poeta ou o Telecomunicações vão passando pela sua vida sem deixar nada para contar a não ser histórias caricatas e, por vezes, inverosímeis, Helena continua à procura sem se deixar cair na tentação de se acomodar. Ao seu lado as suas amigas Beatriz, Olívia e Laura também vivem relações marcadas pela traição ou pelo abandono, mas sempre com a ideia de que um dia o «Mr. Right» vai aparecer. A jornalista Helena Magalhães, num registo irónico e actual, apresenta-nos um livro que nos faz reflectir sobre as relações amorosas nos dias de hoje em que as redes sociais marcam o ritmo e as juras de amor são feitas por Whatsapp, os «amo-te» vêm em forma de fotografia pelo Instagram ou que os ex-namorados e as ex-namoradas dos ex-namorados convivem alegremente no Facebook, assistindo à nossa vida como se de uma novela se tratasse.
Porque o amor é mais do que isto e há que dizer «não» até que a vida nos dê a entender que chegou o momento de dizer «sim». Um «sim» apaixonado, confiante e absoluto. ]
Ficaram curiosos para ler o livro, agora que já leram a sinopse? Na altura, eu fiquei e não foi pouco. Confesso que uma das coisas que me fez querer ler o livro foi a perspetiva que conhecemos da autora (ao ler a sinopse), em relação ao amor. A perspetiva dela, choca de frente com a minha, pelo menos aquela que eu tinha antes de ler o livro, porque esta leitura acabou mudando a forma como eu vejo o amor e encaro as relações românticas.
Um livro escrito pela dona do blog The Styland (http://www.thestyland.com/), que também é jornalista e defensora de que o amor não é isto que conhecemos, mas sim “outra coisa”. Helena Magalhães acaba por ser uma grande influência para muitas mulheres do século XXI.
 
Acho que já deu para perceber que não estamos perante um romance “sessão de sábado à tarde”, mas sim perante um livro de “empowerment emocional, uma história de e sobre amor”, classificado pelas livrarias como um livro de crónicas.
 
Ao longo do livro, a Helena, juntamente com as suas amigas, vão passando e vivenciando várias experiências românticas, umas correm melhor do que as outras, mas todas elas trazem consigo algum ensinamento. Percebi que aquilo que eu já passei não aconteceu só comigo, que não fui a única a agir ou a me sentir de tal maneira, aprendi a ver o amor e as relações de uma maneira diferente e aprendi tanto, mas tanto com este livro, que irei guardá-lo sempre com muito amor e carinho e irei reler vezes sem conta, cada um dos ensinamentos que eu marquei com post-it. Além disso, estou a passar por uma fase menos boa, no que diz respeito ao amor e tenho a certeza que, de certa forma, este livro ajudou-me bastante a superar as coisas (que ainda não foram superadas, mas que um dia serão), a pegar nos cacos do meu coração partido, tentar colá-los e seguir em frente.
 
As metáforas que a escritora utiliza, são brilhantes, e funcionam perfeitamente para passar a mensagem desejada. Aliás, funcionam melhor do que provavelmente funcionaria se dissesse diretamente aquilo que quer dizer.
 
A forma como os homens aparecem no livro, quase sempre sem um nome próprio, como é o caso do Sem Cojones, o Flash, o Velho, o Poeta, o Telecomunicações, entre outros, dá a sensação de que eles não representam apenas uma pessoa, em vez disso representam várias pessoas que são assim, que tem os mesmos defeitos que eles tem. E acho que isto foi intencional, porque ao dar um nome ao personagem, estamos a individualizá-lo e calculo que não seja essa a intenção da autora.
 
E para juntar a todos estes pontos positivos, este livro é dotado de uma narrativa que é capaz de prender o leitor desde a primeira página. Tem uma linguagem clara, corrente e com alguns palavrões pelo meio (mas aviso já que são poucos e ditos no momento certo, creio que como que uma forma de desabafo) e que flui muito bem. No final fica aquele gostinho de “quero mais!”, mas que nos deixa de coração cheio.
 
Este livro não podia ter vindo em melhor altura e só tenho a agradecer a esta pessoa maravilhosa, a Helena Magalhães por o ter escrito e por me ter ensinado que o amor é outra coisa.
 

Beijinhos e boas leituras!


Lia
 

domingo, 30 de abril de 2017

Memorial do Convento de José Saramago

Classificação: ⭐⭐

Memorial do Convento, um livro de Saramago, um autor que ganhou o prémio Nobel da Literatura no ano de 1998 e que dispensa apresentações.
Realizei esta leitura porque é uma obra de leitura obrigatória de 12º ano na disciplina de Português. É também um livro que não faz o meu género, de todo, por isso o mais provável era nunca o ter lido por livre e espontânea vontade.
O livro fala da promessa que o rei D. João V fez: a de mandar construir um convento de franciscanos, porque um deles lhe tinha dito que a rainha teria um filho, se o rei prometesse isso. O que é certo é que no período de um ano (tempo estipulado pelo rei para a concretização da promessa) a rainha engravidou. Paralelamente a este enredo, temos a história de um casal, Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas, membros do povo, que nos mostram o contraste entre a relação deles e a relação do rei com a rainha.
Enquanto a preparação da construção do Convento de Mafra é feita, Baltasar e Blimunda são convidados pelo padre Bartolomeu Loureço a fazer parte da construção da sua máquina de voar, a “passarola”.
Toda história tem em si, uma crítica das condições dos trabalhadores do Convento de Mafra e também uma grande carga simbólica, como é o caso da “passarola”.
Não achei que a narrativa me conseguisse prender à história, porque facilmente me distraía a ler e havia partes da história em que não compreendia o que se estava a passar. Acabou por se tornar uma leitura arrastada, o que não é nada bom.
A narrativa do autor é bem peculiar e original, sendo um “contador de histórias” acaba por optar em não seguir as regras da estrutura comum na literatura. As falas dos personagens, por exemplo, são seguidas umas das outras sem que exista o normal “ponto final, parágrafo, travessão”, são apenas separadas por vírgulas e iniciadas por letras maiúsculas.
Reparei que, pelo menos neste livro do autor, ele enumera com muita frequência as coisas, acho que com o objetivo de reforçar a ideia que quer expressar, mas na minha opinião é informação desnecessária e que acaba por entediar o leitor.

Uma característica que nunca tinha encontrado, até hoje, em mais nenhum autor, é que aparentemente do nada, o narrador dá-nos spoiler de um acontecimento futuro. Reparei que aconteceu pelo menos duas vezes, e era um spoiler referente à morte de um personagem (neste caso de dois personagens), mas essa morte só é consomada passados uns meses.
Saramago faz imensas referencias a personagens e a momentos da obra Os Lusíadas de Luís de Camões e também faz constantemente, referencias a Deus e à religião cristã, e como pessoalmente, não sou uma pessoa católica praticante, não gostei muito de ver tantas referencias a este tema.
Mas nem tudo são pontos negativos, o autor tem o dom de usar a ironia de uma forma espectacular, assim como o sarcasmo, satirizando as diferenças que existem entre as classes mais baixas e as classes mais altas, não deixando nunca de lado este dualismo entre elas.

Este foi o segundo livro que li deste autor e confesso que até gostei da leitura do primeiro, inclusive, já fiz resenha dele aqui no blog: http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/03/o-conto-da-ilha-desconhecida-de-jose.html

Espero que tenham gostado do post, e se tiverem curiosidade em saber mais opiniões sobre este livro, a Mariana do blog “Banal Girl” (http://the-banal-girl.blogspot.pt/) também leu recentemente e fez resenha dele no seu blog! (É só clicar neste link para ler: http://the-banal-girl.blogspot.pt/2017/05/memorial-do-convento-resenha.html#more)
Beijinhos e boas leituras!

Lia ❤
 

domingo, 23 de abril de 2017

Dicas Para Escrever Ficção: Pormenores Importantes e Revisão da Escrita


Há uma diferença entre “contar” e “mostrar” a história ao leitor. Quando o leitor “mostra”, geralmente, a narrativa é feita em 3ª pessoa e o escritor é mais objetivo em relação ao que se passa na história. Por outro lado, quando o escritor “conta” a história, fá-lo normalmente em 1ª pessoa, acabando por ser mais subjetivo naquilo que relata.
O escritor deve ter um cuidado redobrado em relação à “verosimilhança”, deve escrever coisas que sejam plausíveis e que poderiam muito bem ser verdadeiras. Não deve fantasiar demasiado, para que o leitor não tire a conclusão de que aquilo não poderia ser algo possível de ocorrer na realidade. Os “anacronismos” também merecem atenção, por parte do escritor. “Anacronismos”, para quem não sabe, ocorrem quando as pessoas, eventos, palavras, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos e outras coisas que pertencem a uma determinada época são erradamente retratados noutra época Deve-se adequar os objetos que estão presentes na história, com o século em que a história se passa. Não criando incongruências, no que diz respeito a se dado objeto já tinha sido inventado em determinada altura.(Como exemplo de anacronismo, podemos considerar, o uso de um telemóvel no século XIX).
O escritor também deve chamar as coisas pelo seu devido nome (por exemplo chamar “cordas” aos “cabos” que os marinheiros usam). Mesmo que o escritor não seja muito entendido na “matéria”, tem a obrigação de fazer uma pesquisa sobre o tema antes de o inserir na sua escrita. Deve levar o leitor a respeitar o seu trabalho, pelo que o escritor não ficaria bem visto, se o leitor apanhasse algum erro deste tipo.
A língua portuguesa já é por si só uma língua complicada, pelo que temos de ter muito cuidado com as palavras que usamos e com os erros ortográficos que possam eventualmente ocorrer. Hoje em dia, o escritor tem à sua disposição muita informação e ajuda na internet. Caso existam dúvidas em relação ao significado de alguma palavra, ou ao seu contexto, o escritor pode aceder a dois sites, que são muito bons: “ciber dúvidas” (https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/) e “Priberam” (https://www.priberam.pt/dlpo/).
Deve-se ter cuidado e não abusar na pontuação, principalmente nos pontos de exclamação, nas vírgulas e nas reticências. Também não é bom utilizar em demasia os pronomes pessoais (eu, tu, ele, ela…). Ter um vocabulário alargado ajuda bastante na hora de escolher as palavras certas.
Não é muito aconselhável que o escritor use muitos chavões, isto é “frases feitas”, na sua escrita (por exemplo: “É alto como uma torre”; “Fala como um papagaio”). Isto acaba por demonstrar falta de originalidade.
Pelo menos cá em Portugal existem “ditados populares”, frases que os portugueses tem o hábito de dizer há muito tempo. Esses ditados também devem ser evitados na escrita.
Deve-se evitar utilizar palavras ritmadas (que rimam) na prosa, porque acabam por distrair e confundir o leitor. O escritor também não deve utilizar muitos exageros (por exemplo: “Estás todo sujo!”, caso tenha caído um pouco de molho em cima da roupa da personagem, ela não fica toda suja)
Alguns escritores começam por descrever algo e depois dizem simplesmente que é “indiscritível”, tudo pode ser descrito e o papel do escritor é descrever o que se passa ao redor da personagem, não pode dizer que algo é indiscritível.
Na parte dos diálogos o escritor deve evitar utilizar sempre a palavra “disse”, seguida de cada fala de cada personagem, trocando-a por outras palavras ou oprimindo-a quando a sua utilização não é necessária para que o leitor entenda quem está a proferir a fala. Um autor que sabe utilizar bem os diálogos na escrita e nos serve de exemplo é Eça de Queiroz.
É bom evitar repetições de palavras, algumas delas costumam ser bastante comuns e vale a pena gastar algum tempo a rever o que se escreveu, verificando, por exemplo, se a palavra “mas” está muito repetida e caso esteja, deve ser substituída por palavras como “todavia”, “porém” e “contudo”.
Durante a revisão, para além de dar atenção à palavra “mas”, é bom dar também à palavra “assim”. Saber quando se deve utilizar a palavra “há” (vem do verbo “haver” e pode ser substituída pela palavra “existe”, não alterando o sentido da frase) e a palavra “à”. Deve-se verificar se se escreveu “ter que”, em vez de “ter de” que é a forma correta. Ter cuidado e não abusar dos adjetivos, nem usar palavras "caras" em demasia, o que acontece em muitos casos, como intuito de se mostrar que se tem esse vocabulário.
Este será o último post de "Dicas Para Escrever Ficção" (pelo menos por enquanto, quem sabe, daqui a uns tempos eu volte com mais posts neste estilo). Espero muito que tenham gostado e que estas dicas tenham sido úteis e tenham aprendido alguma coisa com elas. Qualquer dúvida que tenham, digam-me nos comentários, ajudarei no que souber!
Caso não tenham visto ainda os outros dois posts que fiz sobre Escrita de Ficção, consultem estes links:
 
Agora é só pegar num lápis e num papel, ou abrir uma folha do Word no computador e começar a soltar a imaginação!
 
Beijinhos e boas leituras!
 
Lia ❤
 

sábado, 15 de abril de 2017

10 Citações de Felizmente Há Luar!

Como referi no post em que resenhei o livro Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro, há muitas citações maravilhosas nestas modestas 140 páginas, e este post é dedicado inteiramente a elas.
Seguido da citação, coloquei o número da página onde esta pode ser encontrada, mas dependendo da edição do livro, a página pode variar um pouco.
Sem mais demoras, aqui estão elas:


“Só acredito em duas coisas: no dinheiro e na força” (página 25);

➡ “Os degraus da vida são logo esquecidos por quem sobe a escada… Pobre de quem lembre ao poderoso a sua origem… Do alto do poder, tudo o que ficou para trás é vago e nebuloso.” (páginas 31 e 32);

➡ “(…) a sabedoria é tão perigosa como a ignorância!” (página 36);

➡ “Não sou, e nunca serei, popular. Quem o for, é meu inimigo pessoal.” (página 70);

➡ “Quem é mais feliz: o que luta por uma vida digna e acaba na forca, ou o que vive em paz com a sua inconsciência e acaba respeitado por todos?” (página 83);

➡ “Todos somos chamados, pelo menos uma vez, a desempenhar um papel que nos supera. É nesse momento que justificamos o resto da vida, perdida no desempenho de pequenos papéis indignos do que somos.” (página 89);

➡ “São tantas as portas que se nos fecham, que acabamos por ter medo das que se abrem à nossa frente…” (página 122);

➡ “Só é digno de ser amigo de alguém quem de si próprio é amigo, Matilde, e eu odeio-me com toda a força que me resta.” (página 136);

➡ “Quando os justos estão presos, só os injustos podem ficar fora das cadeias” (página 137);

➡ “Há homens que obrigam todos os outros homens a reverem-se por dentro…” (página 137).


O post é pequenino, mas achei que iriam gostar de conhecer estas citações. Espero que elas vos façam refletir e, quem sabe, despertar o interesse por este livro!

Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

sexta-feira, 31 de março de 2017

Felizmente Há Luar! de Luís de Sttau Monteiro


Classificação: ⭐⭐⭐⭐

Um dos livros de leitura obrigatória para o 12º ano, aqui em Portugal (apesar de no próximo ano o programa de Português do 12º mudar e substituírem este livro por outro), é Felizmente Há Luar!, do escritor e dramaturgo Luís de Sttau Monteiro.

O livro, escrito de forma a ser representado em palco, relata um episódio da história de Portugal, para ser mais exata, o clima de opressão, injustiça e desigualdade entre as classes sociais, que se vivia em 1817, após das Invasões Francesas e a retirada do Rei e da sua comitiva para o Brasil.

Utilizando personagens que existiram realmente e outras que são ficcionais, mas que representam, de uma forma geral, alguns membros da população da altura.

A história gira em torno do General Gomes Freire de Andrade (que existiu realmente), apesar de este não aparecer na peça, é constantemente referido pelas personagens que entram em cena. Algumas delas (as classes mais pobres) encontram em Gomes Freire de Andrade a esperança da liberdade e da justiça tão ambicionada, outras, pelo contrário, vêem uma ameaça ao poder.

O livro encontra-se dividido em dois atos, mas a separação das cenas não está explícita, podendo ser reconhecida pelo leitor, se este estiver atento às didascálias sobre a mudança do foco da luz, entrada ou saída das personagens. Durante o primeiro ato as classes que tem o poder, vêem-no ameaçado e procuram averiguar um possível “culpado”, que lhes possa eventualmente roubar o poder e criar a desordem na sociedade de monarquia absoluta que se vivia na altura. No final do primeiro ato, este “culpado” (que não tem culpa, mas constitui uma ameaça), é encontrado e preso, durante o segundo ato, acontece o seu julgamento, mas não sem antes, acompanharmos a luta de quem faz de tudo para o ver livre e que daria a sua vida para o libertar (Isto pode estar um pouco confuso, mas não quero dar spoilers a quem quer ler o livro, por isso, não estou a dizer os nomes).

Apesar deste livro se passar no ano de 1817, tem o objetivo de fazer o público refletir e comparar o tempo da história com o seu tempo atual, uma vez que o livro foi escrito em 1961, o tempo que se vivia em Portugal era o regime Salazarista, que tinha bastantes semelhanças com o tempo da história do livro. Usando este truque, o autor consegue criticar o regime Salazarista, dando a conhecer outro tempo da história de Portugal, mas infelizmente, esta peça não foi autorizada pelo Estado Novo a ser representada em Portugal.

Geralmente, quando tenho de ler um livro por causa da escola, acabo por não gostar muito, na maior parte dos casos é por não estar habituada aquele tipo de linguagem na literatura, ou pela história em si que não me consegue cativar. Neste caso, a linguagem era um pouco formal de mais, para o meu gosto, mas estava a gostar até meio do primeiro ato, depois comecei a não gostar nada, estava confusa com as personagens e a leitura não estava a fluir bem. A partir do segundo ato, melhorou bastante e a leitura começou a fluir muito melhor.

Um dos pontos mais positivos deste livro é, sem dúvida, as várias citações de que gostei bastante! Estou a pensar, inclusive, em fazer um pequeno post, só com as citações deste livro. As metáforas que encontramos ao longo do livro, assim como o sarcasmo das personagens, é fabuloso!

O final do livro é comovente, não cheguei a chorar, porque não choro facilmente com os livros e pelo facto deste livro ter apenas 140 páginas, não me apeguei assim tanto aos personagens, mas se assistisse a ele, como representação teatral, era possível que deixasse cair uma ou duas lágrimas!

É um livro pequeno e rápido de ler, por ser escrito com a finalidade de ser representado em palco. A linguagem pode ser um pouco complicada para pessoas que não estão habituadas a uma linguagem mais formal, ou que não entendem o que se quer dizer por de trás de uma metáfora ou de uma fala cheia de sarcasmo, mas ainda assim, acho que vale muito a pena dar uma oportunidade a este livro!

 
Beijinhos e boas leituras!

 
Lia ❤
 
 

sábado, 18 de março de 2017

Dicas Para Escrever Ficção: Processo da Escrita

Este é o segundo post sobre escrita de ficção e irei falar um pouco sobre o processo da escrita em si, se ainda não viram o primeiro post que saiu no mês passado, é só clicar neste link http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/02/dicas-para-escrever-ficcao-introducao.html, lá dei uma introdução à escrita.

Quando se escreve, há algumas coisas que se deve dar especial atenção, como por exemplo o enredo e as personagens. Para além de tentar criar algo nunca criado, o enredo deve captar a atenção do leitor, não ter nem demasiada informação, nem ser muito monótono. Quanto aos personagens, devem ser bem caracterizados e com personalidade própria (Definir as características e gostos de cada personagem antes de começar, auxilia bastante na hora de escrever.). Uma dica que o escritor Fernando Évora referiu sobre os personagens, é que não devem de todo, serem baseados em pessoas que conhecemos, porque “perdemos o controlo dos personagens, quando nos baseamos em alguém na hora dos criar”. (Eu já cometi esse “erro” antes e não concordo totalmente com a afirmação que o escritor fez, mas quando cometi o tal erro, não tinha a intenção de publicar a história, e na altura, a escrita foi a maneira que encontrei de me conseguir expressar.)

Uma coisa bastante comum nos livros é o início deles começar a meio do enredo, isto é, quando abrimos o livro e começamos a ler, percebemos que estamos a meio de algum acontecimento, que desconhecemos a sua natureza, mais tarde, são nos apresentados “flashbacks” (voltar rapidamente a alguns acontecimentos passados, sendo estes, inseridos no momento atual, através (na maior parte das vezes) das lembranças das personagens).
Uma parte com que se deve ter cuidado é na escolha das palavras certas para a sinopse do livro. Não deve conter muitos spoilers, mas deve contar o suficiente para conseguir prender a atenção do leitor, e levá-lo a querer ler o livro. Eu sei que há pessoas que não tem o hábito de ler a sinopse antes de comprar o livro, mas também sei que há muitas que o fazem, pelo que é sempre bom o escritor se preocupar com essa parte, caso ela esteja a seu cargo.
O tempo na literatura é bem diferente do da “vida real”, dependendo da forma como o escritor escreve determinada parte da história, e da intensidade ou destaque que ele lhe pretende dar. Por isso, é possível encontrar dois minutos da “vida real”, em cinco páginas, ou dez anos em dois parágrafos. Este é um truque que está à disposição do escritor e que enriquece bastante a obra, quando é bem utilizado.
Alguns escritores acham que é necessário referir tudo o que a personagem fez no dia, por exemplo, a personagem almoçou, e da parte da tarde o escritor não sabe o que ela possa ter feito, mas entende que ela tem de ter feito algo, e fica a pensar em atividades possíveis, para “preencher” esse espaço na vida da personagem. Mas isto não é necessário, isto é algo facultativo (e completamente dispensável), para o enredo principal da história. Acaba por se tornar um pouco cansativo para o leitor, se o escritor contar todos os passos da personagem.
Há muitos casos, em que não é preciso que o escritor seja explícito em alguma ação que a personagem fez, descreve apenas algumas atitudes da personagem e deixa o leitor imaginar o resto sozinho. Por vezes o que o escritor não escreve, tem mais impacto, do que aquilo que ele escreve.
Dentro deste assunto do enredo, há um ponto em que é necessário falar: as coincidências. Elas existem não só na vida real, mas também na literatura, porém é preciso ter algum cuidado com elas. Se o escritor as colocar para “salvar” a sua personagem, criando coincidências pouco prováveis (porém, possíveis de ocorrer), o leitor tem tendência a não aceitar e achar que o escritor fantasiou muito, se meteu em sarilhos e arranjou uma forma quase incoerente de sair deles. Por outro lado, se o escritor criar uma coincidência para “tramar” a personagem, o leitor acaba por achar compreensível, aceitado bem, que algo do género pudesse acontecer.
Espero que tenham gostado deste segundo post sobre escrita de ficção e que estas dicas vos estejam sendo úteis.
 
Beijinhos e boas leituras!
 
Lia ❤
 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Dicas Para Escrever Ficção: Introdução à Escrita

Este post será o primeiro (mas não o último) em que vos vou dar algumas dicas sobre escrita de ficção. Sei que o foco do blog é a leitura, mas para lermos, alguém tem de ter escrito primeiro, e como muitos dos leitores gostam também de escrever (como é o meu caso), decidi compartilhar convosco umas dicas que aprendi num workshop (e outras que aprendi sozinha) que tive o privilégio de fazer, com o escritor (e professor) Fernando Évora, que já tem algumas obras publicadas (se tiverem interesse em saber um pouco mais, consultem: http://www.fernandoevora.com/index.html)

Escrever ficção é um trabalho bem mais complexo do que aquele que se julga ser, pelo que há muitas coisas a ter em atenção. Primeiro de tudo, é necessário entender o que é “escrita de ficção”. É uma escrita baseada na imaginação, mesmo que seja idealizada a partir de dados reais. Pode ser expressa num “conto”, numa “novela” ou num “romance” (entende-se por “romance”, não o género literário assim denominado, mas sim o género narrativo em prosa, geralmente longo, de aventuras imaginárias ou reproduzidas da realidade).

Há umas “etapas” (por assim dizer) que devem ser pensadas antes de começar a escrever: Quem está do outro lado? Quem será o nosso leitor? Dependendo de quem é o nosso público-alvo, assim temos de adequar a escrita, por exemplo, se eu estiver a escrever um livro infantil, não posso usar o mesmo tipo de linguagem que usaria se o meu público fosse adulto, teria de usar palavras mais simples e uma linguagem mais corrente (não significa usar o “calão”). Outro ponto importante sobre “quem é o nosso público” é o seguinte: Quem escreve, geralmente, imagina a reação de tal pessoa que é sua conhecida e a censura que esta lhe possa fazer sobre determinada parte do livro. O escritor acaba por modificar essa parte, por sentir medo/vergonha do que possam dizer sobre aquilo que ele escreveu. Isto é autocrítica e em demasia, pode acabar por prejudicar a história.

Para que é que escrevemos? O que nos leva a escrever? Em alguns casos, é uma forma de nos expressarmos, de tentarmos mudar mentalidades, de ensinarmos algo ao leitor, de passarmos uma mensagem. Haverá decerto outros motivos que levam o ser humano a escrever escrita de ficção, mas estes serão com certeza alguns deles.

Antes de iniciar a escrita também é bom conhecer o que já foi feito neste ramo, tentando criar algo diferente do que já existe, escrever algo que ainda não foi escrito. Ler o que já foi publicado ajuda não só nisto, mas também auxilia quando nos deparamos com algo “aparentemente se saída”, é bom saber como outros autores que também já tiveram problemas semelhantes, se “safaram” deles.
 
Outra dica importante para quem quer ser escritor é escrever. Escrever hoje, escrever amanhã, escrever e escrever. Só com prática e treino é que se consegue aperfeiçoar a arte de escrever. É errando e corrigindo o erro que o ser humano aprende, e nesta, como em qualquer outra área, o treino é uma parte muito importante.

Durante o processo da escrita, também há alguns pontos curiosos. Por exemplo o que nos faz ter inspiração para escrever? Porque é que há dias em que nos sentimos com vontade de escrever e outros em que só pegamos na caneta e não conseguimos escrever uma palavra sequer? Bem, para ser sincera, não tenho resposta a estas questões, mas deixo-as no ar, para que reflitam sobre elas.
 
Só para esclarecer, eu não sou nenhuma escritora "profissional" (se é que se pode chamar assim) com algum livro editado, apenas escrevo nos meus tempos livres, e como tive oportunidade de aprender mais, achei que era uma boa ideia partilhar os meus conhecimentos com vocês!
 
Espero que tenham gostado desta introdução à escrita de ficção, farei mais posts relacionados com este tema em breve! Se tiverem alguma dúvida em relação à escrita de ficção, é só perguntarem, ajudar-vos-ei no que puder!
 
Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤
 
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Projeto da revista VISÃO - "Ler Faz Bem"

Hoje venho falar-vos de um projeto muito interessante e que eu fiquei muito contente por criarem. O projeto de que estou a falar é o “Ler Faz Bem” que a revista VISÃO criou este ano.

O projeto “Ler Faz Bem” pretende despertar o gosto pela leitura e tem como objetivo “colocar Portugal a ler”. Será uma tarefa um pouco difícil, uma vez que os portugueses de um modo geral não revelam grande interesse pela literatura.

A VISÃO desafia o seu público a começar a ler mais, oferecendo-lhes, totalmente grátis, um livro na compra da sua revista. Não só oferecem o livro, como também disponibilizam muito conteúdo (no site da revista: http://visao.sapo.pt/lerfazbem) sobre o livro, assim como o autor e assuntos que estejam relacionados com estes.

Todos os meses sai um livro diferente, tendo em comum o facto de terem marcado, de certa forma uma época, uma geração, ou pelo menos contribuído para uma melhor compreensão da sociedade em que estamos inseridos.

Todos os livros tem uma edição original, feita pela própria revista, que é bastante moderna e contemporânea, deixando todos os livros com um design semelhante. O tamanho em que foram impressos é bastante compacto e de fácil transporte, sendo leves e pequenos, podem ser levados para qualquer lado!

Todos os livros trazem um Prefácio, onde é explicado um pouco dos títulos que a obra teve ao longo dos tempos e o porquê de terem escolhido aquele. Diz a revista que “Cada título e cada autor são analisados com uma linguagem simples e direta. Uma outra forma de ver a obra. Informação acrescida para uma melhor compreensão desta.”

A revista convidou algumas das personalidades públicas da atualidade a dar a sua opinião sobre estas obras e a influência, que elas acabaram por ter nas suas vidas.

Esta iniciativa começou no mês de janeiro deste ano, por isso já conta com duas obras publicadas.

Uma delas é “A Quinta dos Animais” (uma das minhas leituras atuais) que nos relata, num estilo semelhante à da fábula, um modelo do comunismo de Estaline. George Orwell critica de uma forma indireta (e original), este modelo comunista, usando de uma forma sarcástica, os Animais de uma quinta, como representação dos seres humanos e das suas atitudes.

A outra obra também já publicada (e ainda disponível) é "O Apelo da Selva" de Jack London, de uma forma simplificada, é um livro construído à volta do sequestro de um cão. Inicialmente, "era para ser um conto, mas depressa ganhou outro fôlego. Nasceu do amor de London pelos animais, especialmente por cães." diz a revista. O protagonista do romance é Buck, um cão que cresceu no sol da Califórnia e foi levado para o gelo ártico. A sua vida depende da sobrevivência, e para isso terá de matar para não ser morto. É naquele universo primitivo, que temos uma reflexão sobre a própria identidade, onde é representado o verdadeiro instinto dos seres vivos.

Espero que tenham gostado deste projeto que vos dei a conhecer, se viverem em Portugal, recomendo que adiram a esta iniciativa da VISÃO, e que leiam mais, porque “Ler Faz Bem”.
 
Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

 


Obs.: Este post não é patrocinado, mas mesmo que fosse, a minha opinião é sempre sincera.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Despertar de L. J. Smith


Classificação: ⭐⭐⭐


Despertar é o primeiro livro da coleção Crónicas Vampíricas, escrito por Lisa Jane Smith (pelo menos os primeiros volumes, porque pelo que sei, teve colaborações em escrever alguns dos livros). Este primeiro volume já não é muito atual, sendo publicado primeiramente nos anos 90, e acabando por se tornar uma referência para a literatura juvenil de terror. A autora pretendeu criar obras que fossem uma combinação do género de terror, ficção científica, fantasia e romance, o que na minha opinião não resultou muito bem, uma vez que a autora deu mais atenção a umas coisas, deixando outras um pouco mal organizadas.

O livro conta a história de Elena Gilbert, uma estudante de Fell’s Church, muito popular e que tem tudo o que quer, quando quer e não gosta nada de receber um “não” como resposta. Elena fica encantada com o novo aluno da escola Stefan Salvatore (lindo de morrer e muito misterioso, por sinal), mas que parece inacessível até para Elena, que pretende fazer de tudo para o ter.

Estes nomes fazem lembrar alguma coisa, não fazem? Sim, pelo que parece esta coleção foi o ponto de partida para a famosa série de televisão “The Vampire Diaries”, mas existem muitas diferenças entre a série e os livros. Para os fãs da série ou dos livros, que tiverem alguma curiosidade, podem obter mais informações sobre as diferenças entre ambos, neste site: http://vampirediariesbrasil.com.br/livros/livros-diferencas-com-a-serie-de-tv/ (há mais sites que explicitam as diferenças, porém estas são as básicas)

Quando comecei a ler este livro, não fazia ideia de que envolvia terror (para quem não sabe eu sou muito medrosa com coisas que envolvem terror, quer seja livros ou filmes), e assim que descobri, fiquei de pé atrás com este livro, para ser sincera. Mas posso já adiantar que para os fãs de terror, isto será uma completa deceção, quase não me meteu medo nenhum, o máximo que senti foi receio do que ia acontecer ao personagem, mas “medo” realmente, não me meteu (e eu sou muito sensível com estas coisas!). Se, tal como eu tiverem receio de ler por causa de ser de terror, podem ler, porque não dá medo nenhum, já para os fãs de terror, é uma leitura que não aconselho de todo.

Quanto ao romance, é muito mal construído, não falaram muito mais do que umas duas ou três vezes e já se beijam e dizem que se amam! Achei a construção do romance muito falsa, muito provocada, apesar de já haver alguma atração desde os primeiros momentos, isso era pura atração e na minha opinião, atração não quer dizer que se amam.

Por tudo isto acho que a tentativa da autora de misturar vários géneros, não resultou muito bem.

Estes são os pontos mais negativos que encontrei neste livro, mas também há pontos positivos. A escrita da autora é simples e fluida, bastante rápida de ler. Há uma certa percentagem de mistério, o que prende o leitor ao livro. Não tem muitas partes paradas em que nada acontece, ou que facilmente são retiradas da obra. Há partes do livro que ficaram em aberto, percebo que deve ser para fazer com que o leitor compre os próximos volumes, para descobrir o que acontece depois.

O final fica mesmo muito em aberto e penso que o segundo livro irá partir do ponto onde o primeiro terminou, porque aquilo não é um final que se dê a um livro (nem mesmo quando este pertence a uma coleção, como é o caso).

 

Beijinhos e boas leituras!

 

Lia ❤
 
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Celestial; Anjo Sombrio de Cynthia Hand

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐

Neste post irei comentar não apenas sobre um livro, mas sim dois, ambos da autora Cynthia Hand e são eles Celestial e a sua continuação: Anjo Sombrio. Estes dois livros não são uma duologia, mas sim fazem parte de uma trilogia cujo último livro não foi publicado, nem há sequer previsão de vir a ser publicado um dia (é incrível como as editoras nos podem dar tantas alegrias e tantas tristezas também…). Os livros contam a história de Clara Gardner uma jovem que descobriu recentemente que é uma sangue-de-anjo, o que significa que tem capacidades superiores às dos humanos, tanto intelectualmente como em termos físicos. Mas ser uma sangue-de-anjo não significa só isso, mas também de que tem um propósito (o motivo pelo qual está na terra é cumprir o seu propósito, sendo este uma prioridade na sua vida, no entanto descobrir qual é o seu, não é uma tarefa nada fácil). Umas visões de um incêndio numa floresta e um rapaz que Clara desconhece levam-na a mudar de cidade e de escola. E é quando ela conhece o tal rapaz das visões, (o lindo de morrer) Christian Prescott, que tudo se encaixa e se dá como que uma atração momentânea, porém existe Tucker Avery, um rapaz que a tira do sério e faz com que o seu lado menos angélico venha ao de cima. Ao longo dos livros acompanhamos de perto, numa narrativa em primeira pessoa, o amadurecimento de Clara, onde terá de fazer muitas escolhas que nunca pensaria um dia ter de fazer entre a honestidade e o engano, o amor e o dever, o bem e o mal. Clara terá de escolher entre cumprir as regras ou seguir o que o coração manda.

Numa escrita incrivelmente maravilhosa da autora Cynthia Hand, somos transportados para um universo magnífico e envolvente quase ao virar da primeira página. Envolvi-me imenso com estes dois livros, fizeram-me emocionar, ficar com raiva, com medo pelo que pudesse acontecer aos personagens e com um sorriso doido no rosto por causa do romance que se forma (apesar de o foco não ser o romance, ainda assim acaba por ser muito fofo e decerto será sempre um dos meus casais literários preferidos). Com tanta coisa boa que o livro me trouxe, não podia deixar de acontecer o que veio depois de terminar a leitura: uma valente ressaca literária daquelas de não conseguir ler absolutamente mais nada durante uns dias e de pedir a todos os santinhos para traduzir o último volume da trilogia bem, bem rapidinho, pois sinto que preciso dele para ontem!

A sério, esta leitura foi muito, muito, muito, (…), muito, muito maravilhosa para mim e recomendo super para quem gosta de livros de fantasia, com personagens sobrenaturais, esta é de facto uma trilogia que não deve ser ignorada!


Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Maratona Literária de Verão #MLdeVerão

Queria convidar-vos para participarem de uma Maratona Literária, esta será a primeira maratona aqui do blog, mas espero que venham muitas mais! 
A Maratona foi organizada por mim e por umas amigas muito especiais e queria desafiar-vos a participar connosco!
A Maratona Literária é de Verão, no entanto aqui em Portugal é Inverno. O "porquê" do nome da Maratona ser "Maratona Literária de Verão", deve-se ao facto das outras organizadoras da Maratona serem do Brasil, e de lá ser Verão nesta altura.
 
A Maratona será do dia 1 ao dia 31 de janeiro (no final haverá sorteio de 3 kits de papelaria com marcadores de página, post-it, entre outras coisas!), os participantes terão de ler 4 livros, caso consigam e/ou queiram ler mais, fiquem à vontade, pois o objetivo da maratona é ler o máximo possível.
Nós vamos colocar os desafios para que vocês possam encaixar as leituras que já estavam programadas e assim atingir e até mesmo quem sabe, ultrapassar a meta.
 
Os desafios são quatro, um por cada semana de janeiro:
- Primeira Semana: Ler um livro que você quer ler e quase ninguém conhece;
- Segunda Semana: Ler um livro que comprou ou ganhou recentemente;
- Terceira Semana: Iniciar, continuar, ou terminar uma série;
- Quarta Semana: Ler um livro de um género que nunca leu, ou quase nunca lê.
 
Para participarem na Maratona Literária de Verão, e ficarem habilitados ao Sorteio que se realizará no final, é necessário seguir as seguintes regras:
 
- Participar do grupo do Facebook, assim poderão interagir, postar as resenhas e falarem sobre o vosso avanço na Maratona. Para participar no grupo do Facebook, cliquem neste link:  https://www.facebook.com/groups/237863276619067/?ref=bookmarks ;
- Os livros escolhidos, ficam ao critério de cada um;
- Também podem escolher livros em formato digital;
- É obrigatório ter morada no Brasil;
- Os Blogueiros que participarem, devem fazer uma postagem de apresentação, falando sobre a Maratona, usando a hashtag #MLdeVerão e depois sintam-se à vontade para postar as resenhas dos livros lidos (não é obrigatório postar as resenhas, mas é uma forma de interagirmos melhor).
 
Estas regras são apenas para o controlo e divulgação da Maratona, não é obrigatório seguir todas, e também não é obrigatório ter um Instagram Literário, pois qualquer pessoa pode participar na Maratona. Mas para participar no Sorteio dos kits no final da Maratona, é imprescindível que sigam todas as regras e nos sigam no instagram nos seguintes links:
 
No final, iremos fazer o sorteio para os participantes que concluíram a Maratona e cumpriram com as regras da mesma. Mas atenção, só estarão habilitados ao sorteio, quem estiver inscrito no formulário e cumprindo as regras.
 
Boa Sorte para quem for participar na Maratona e se tiverem qualquer dúvida, deixem nos comentários, ou postem no grupo do Facebook.
 
Se quiserem seguir o blog para compartilharmos leituras, é só avisar nos comentários e deixar o link do vosso blog para que eu possa seguir de volta!
 
 
Beijinhos e boas leituras!
 
 
Lia ❤
 
 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Eleanor & Park de Rainbow Rowell


Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐

Eleanor & Park é um livro que conta a história de dois adolescentes e as suas vivências conturbadas. Eleanor é a típica rapariga novata na escola e devido ao seu aspeto (sendo gordinha, ruiva e vestindo-se com roupas bastante peculiares) é bastante gozada na escola, sofrendo bullying por parte dos colegas assim que lá chega. Começando logo na primeira viagem de autocarro, onde todos os lugares se encontram reservados e ninguém lhe concede o lugar. Park é um rapaz meio coreano, gótico, que gosta de ficar no seu canto, tem poucos amigos e faz de tudo para não ser a pessoa com quem os outros se metem e gozam, passando o mais desapercebido possível. Quando vê a rapariga nova entrar no autocarro e ser alvo de troça por parte dos outros, não consegue evitar sentir algum alívio, por não o chatearem a ele, mas acaba por lhe ceder (rudemente) o banco de autocarro ao seu lado, para a salvar dos insultos e de ser ainda mais gozada pelos outros. E é com este ato que eles vão acabar por se conhecer e quem sabe, talvez nasça uma amizade entre eles.
Este livro parece o típico romance entre adolescentes, meio bobinho, mas o foco do livro não cai só no romance, é claro que isso é uma parte muito presente na história, mas é intercalada com diversos assuntos que nos levam à reflexão, como o bullying, que já referi anteriormente, ou a violência doméstica e outros tipos de violência, a descriminação de género, o racismo, a questão da aceitação pessoal, a relação conturbada entre pais e filhos, entre outros. Alguns destes assuntos foram abordados mais diretamente, como a violência doméstica, mas outros, mais subentendidos, como é o caso da descriminação racial, em alguns pontos do livro.
A narrativa da Rainbow Rowell é bastante fluida, os personagens bem contruídos e o desenvolvimento da história bem elaborado. O leitor conecta-se bastante aos personagens, o que acaba por levá-lo a sorrir, chorar, ficar chateado e experienciar estas e muitas outras emoções junto com os personagens. Adorei também o facto de a história ser ambientada em 1986, onde o modo de vida era ligeiramente diferente daquele que conhecemos hoje, além disso, o livro está cheio várias citações de cantores, bandas e canções desta altura, o que enriquece ainda mais a obra. Em relação aos pontos negativos, ressalto o facto de ter ficado um ou outro ponto em aberto na história, que carece de explicação, mas nada muito grave.
O final da história acaba por ser um pouco inesperado (e arrasador) para o leitor, mas acho que acabou por dar um toque de realismo à história do primeiro amor.

Esta leitura foi feita juntamente com a Mia do blog https://miaestanteliteraria.wordpress.com no caso dela foi uma releitura de Eleanor & Park e também fez uma resenha no seu blog deste livro (https://miaestanteliteraria.wordpress.com/2016/11/26/eleanorpark/#more-2736). Adorei ler este livro em conjunto com a Mia, onde partilhamos ideias, teorias e reflexões que o livro nos ia proporcionando.
Espero que depois desta, sigam muitas mais leituras conjuntas, Mia!


Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Harry Potter e a Ordem da Fénix de J. K. Rowling


Classificação: ⭐⭐⭐


Consegui! Li 750 páginas! Deu trabalho? Deu. Demorou muito tempo? Demorou. Mas eu consegui.
Confesso que no início a leitura foi mais arrastada, tal como aconteceu no quarto volume da coleção, mas do meio para o fim a leitura fluiu muito mais. Só não consegui ler muito rápido por conta dos trabalhos que tenho de fazer para a escola.
Neste quinto volume o Harry já é bem mais maduro, passa por coisas bem mais fortes e pesadas emocionalmente (não vou revelar para não dar spoilers), aliás todos os personagens no geral estão bastante mais maduros neste livro.
Uma das alterações mais significativas na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts neste ano letivo é a nova professora recém-chegada de Defessa Contra a Magia Negra, Dolores Umbridge, designada para o cargo pelo Ministério da Magia, uma vez que o diretor de Hogwarts não conseguiu encontrar um substituto para o antigo professor. Esta professora, acaba por renovar os métodos de ensino desta disciplina, sob a proteção do Ministro da Magia. Esta mudança não será a única que esta nova professora irá impor aos alunos, acabando por não ficar bem vista por eles. As coisas em Hogwarts foram piorando a cada página, os alunos do quinto ano foram sobrecarregados com trabalhos e muita pressão para que tirassem uma boa nota nos NPF’s, alguns personagens são expulsos da equipa de Quidditch, o Harry apanha fortes castigos, e acontecem outras coisas que só desanimam mais quem lê. Mas nem tudo são coisas más, o Harry consegue aproximar-se um pouco mais da sua apaixonada e acontecem outras coisas que passam a ocupar alguma parte do tempo do Harry e dos amigos (quem já leu, vai entender), o Ron, por sua vez, vê também cumprido um grande sonho que tinha.
No final, como em todos os livros anteriores (o que não considero spoiler), o Quem Nós Sabemos regressa para se defrontar com o Harry, mas achei que o destaque não foi apenas só para o Harry (ok que ele é o protagonista, mas gosto muito quando não é só ele, ou sempre ele que acaba por salvar o mundo e escapar ao Quem Nós Sabemos), houve uma grande participação de personagens como o Neville Longbottom, a Ginny Weasley, e até a Luna Lovegood (uma personagem que eu já tinha ouvido tanta gente a falar, mas que até agora não tinha aparecido).
Neste volume consegui gostar um pouco (mas bem pouco) mais do professor de Poções de Hogwarts, Severus Snape, eu sei que ele não tem sido muito bom para o Harry durante todos os livros, mas desta vez podemos ver um pouco o seu lado e o porquê de fazer o que faz.
O professor Dumbledore esteve um pouco mais afastado do Harry do que nos livros anteriores, o que me deixou um pouco zangada, uma vez que é um dos meus personagens preferidos.
O enredo em si não me surpreendeu tanto quanto em livros anteriores, talvez por eu já ter as expetativas bem altas e a esperança de haver grandes reviravoltas e acontecerem muitas coisas completamente inesperadas. Esperava um pouco mais da J. K. Rowling, confesso. Porém, não posso dizer que não gostei do livro, é praticamente impossível que eu não goste, adoro a escrita da autora, os personagens, o cenário onde a história se passa, apenas o enredo não me conseguiu surpreender da forma como eu esperava.
 Sinto-me aliviada por o próximo livro ser bem mais pequeno que este e estou bem curiosa para saber o que virá a seguir!

Quem tiver curiosidade em dar uma espreitadela nas resenhas dos livros desta coleção, anteriores a este, aqui estão os links:

http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/07/harry-potter-e-camara-dos-segredos-de-j.html
http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/08/classificacao-este-e-oterceiro-volume.html
http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/09/harry-potter-e-o-calice-de-fogo-de-j-k.html

 
Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Harry Potter e o Cálice de Fogo de J. K. Rowling


Classificação: ⭐⭐⭐⭐


Finalmente li o (gigantesco) quarto livro de Harry Potter (se bem que se este é gigantesco, o quinto livro nem sei o que lhe chamar…). Para quem não sabe eu tive de ler há alguns meses um livro que tinha mais de 700 páginas, contra a minha vontade (era para as aulas de português), desde então fiquei com receio de voltar a ler um livro mais grosso (para quem quiser ler a resenha que fiz desse livro, basta clicar neste link:  http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/04/os-maias-de-eca-de-queiroz.html
Explicações à parte, o que interessa é que eu li e gostei bastante de o ter feito, além disso senti a sensação de desafio cumprido quando o acabei (apesar de este ser o quarto livro da coleção e ter ainda mais três para ler até a terminar).
Para quem não sabe ou não conhece a história deste livro começa bem diferente da dos outros três anteriores (é habitual o enredo começar com o Harry na casa dos Dursley), já neste livro somos levados para um lugar desconhecido e com personagens que de início não nos apercebemos de quem são ou que contributo poderão dar ao desenlace da história. Depois desta cena, acontece a Taça Mundial de Quidditch, acontecimento este que o Harry, a Hermione e a família Weasley vão. Durante este evento acontecem coisas muito fora do controlo do ministério (que planeou a final da Taça Mundial de Quidditch com tanto cuidado).
Quando as aulas na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts começam, os estudantes recebem a notícia de que se irá realizar nesse ano o Torneio dos Três Feiticeiros, algo que faz com que este ano em Hogwarts seja inesquecível para muitos!
Enquanto tudo isto se desenvolve, o senhor das Trevas, Lord Voldemort começa a restabelecer de novo o seu poder, tenho como objetivo derrotar o famoso Harry Potter.
Adorei este quarto volume da coleção, deu para perceber que o enredo criado pela J. K. Rowling foi de longe bem mais complexo que os anteriores (o que me fez atribuir quatro estrelas), porém tem alguns pontos menos positivos, como o facto de terem entrado muitos personagens (ou pelos menos se destacado mais do que nos livros anteriores), o que dificultou um pouco a compreensão, pelo menos no meu caso, senti-me um pouco baralhada com os nomes dos ministros da magia e por vezes já não sabia bem quem tinha feito o quê ou falado o quê. Neste livro, mais do que nos outros, o enredo tinha muito por onde pegar, havia muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, que apesar de no fim se ter esclarecido, não deixou de tornar a leitura um pouco confusa em algumas partes. Outra dificuldade que tive neste livro, que não tive nos outros, foi que no início, até por volta da página 200 a leitura não fluiu muito e ficou meio arrastada, mas daí para a frente fluiu muito melhor.
Como sempre o final foi completamente surpreendente, quando pensava que as revelações já tinham terminado, vem a bomba final que vai mudar tudo o que eu dava como certo.
Porém, eu apanhei um spoiler bem grande de uma coisa que aconteceu quase no final, que, não sendo sobre as tais revelações, me preparou (e fez-me pensar constantemente “É agora, deve ser agora que isto vai acontecer!”), dado que quando aconteceu eu não fiquei tão chocada assim, eu não vou dizer o que é concretamente para não fazer com vocês, o que fizeram comigo, mas quem já leu, de certeza que sabe do que estou a falar.
Tenho de dizer que não, ainda não superei o trauma de ler livros grandes e estou aqui cheia de medo de ler o próximo e acho que não irei conseguir ler num mês, mas irei tentar e, se tudo correr bem, no mês que vem trago-vos a resenha do próximo volume.
Se ainda não conferiram os posts sobre os livros da coleção anteriores a este e tem curiosidade em fazê-lo, podem clicar nos seguintes links:

http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/07/harry-potter-e-camara-dos-segredos-de-j.html
http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/08/classificacao-este-e-oterceiro-volume.html

 
Beijinhos e boas leituras!

 
Lia ❤
 
 

sábado, 10 de setembro de 2016

Fala-me de Um Dia Perfeito de Jennifer Niven


Classificação: (5 estrelas)


Neste post falar-vos-ei de um livro que li à relativamente pouco tempo e que se trata de um Young Adult que tem como tema central o suicídio.
Aproveitando que tem este tema quero-vos falar de uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que existe há alguns anos, mas que decorre principalmente durante o mês de setembro, daí o nome da campanha ser “Setembro Amarelo”. O objetivo direto desta campanha é alertar a população a respeito da realidade do suicídio e dar a conhecer as suas formas de prevenção. Este movimento irá decorrer durante todo o mês de setembro, mas há uma atenção especial ao dia 10 de setembro por ser o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Quem estiver interessado pode entrar no site http://www.setembroamarelo.org.br e ficar mais a par desta campanha. É muito importante e essencial que divulguem este movimento tal como eu estou a fazer neste post, para que mais pessoas tenham conhecimento.
Como forma de reforçar a divulgação deste movimento decidi falar-vos deste livro, cujo titulo original é “All The Bright Places”.
O livro conta a história de dois adolescentes: Violet Markey e Theodore Finch. A Violet é uma rapariga que conta os dias até acabar o secundário e puder fugir da cidade onde mora e da dor que carrega, pela morte da irmã mais velha. Finch é o anormal da escola, com poucos amigos, uma família que não lhe liga nada e encontra-se sozinho, mergulhado numa depressão, com uma grande obsessão pela sua própria morte. Estes dois jovens encontram-se na parte mais alta da escola, o campanário, prontos a se atirar dali a baixo, até que se salvam um ao outro. Esta é uma história que tem por trás uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer.
Esta história é um romance? É. Mas é lindo, maravilhoso, emocionante e que me fez escorrer umas lágrimas pela cara abaixo!
Confesso que não sou muito fã de romance, mas esta história não é só romance, tem muito mais, tem lições de vida, que provavelmente não vai ser indiferente a quem ler. Não achei que o livro romantizasse o problema do suicídio, parecendo-me bem realista em muitas alturas, dando-nos a conhecer uma realidade que eu e talvez muitas pessoas não conhecíamos.
O livro tem algumas quotes maravilhosas! Deixo-vos duas das que mais gostei!

 “… uma coisa fantástica na vida é que podemos ser alguém diferente para cada pessoa.”

 “… é perda de tempo pedir desculpa. Tens de viver a tua vida sem arrependimentos. É mais fácil fazer o que está certo desde o início para não haver necessidade de arrependimentos.”

 A escrita da autora é muito fluida e muito fácil de perceber. Para quem gosta de YA é uma ótima leitura, pois para além de abordar o suicídio, aborada também diferentes problemas característicos (e não só) da adolescência, como as relações familiares conturbadas, a importância da popularidade na escola, as relações amorosas, a depressão, a perda de alguém que nos é próximo, entre outros. Ao longo da história o Finch vai nos dando a conhecer factos sobre o suicídio, que são bem interessantes.
Este é o meu primeiro contacto com a escrita desta autora e com certeza não será o último!
Recomendo muito a leitura de livros com este tipo de temas, porque nem tudo são rosas, e por vezes precisamos de ler um livro assim.


 Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤