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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Despertar de L. J. Smith


Classificação: ⭐⭐⭐


Despertar é o primeiro livro da coleção Crónicas Vampíricas, escrito por Lisa Jane Smith (pelo menos os primeiros volumes, porque pelo que sei, teve colaborações em escrever alguns dos livros). Este primeiro volume já não é muito atual, sendo publicado primeiramente nos anos 90, e acabando por se tornar uma referência para a literatura juvenil de terror. A autora pretendeu criar obras que fossem uma combinação do género de terror, ficção científica, fantasia e romance, o que na minha opinião não resultou muito bem, uma vez que a autora deu mais atenção a umas coisas, deixando outras um pouco mal organizadas.

O livro conta a história de Elena Gilbert, uma estudante de Fell’s Church, muito popular e que tem tudo o que quer, quando quer e não gosta nada de receber um “não” como resposta. Elena fica encantada com o novo aluno da escola Stefan Salvatore (lindo de morrer e muito misterioso, por sinal), mas que parece inacessível até para Elena, que pretende fazer de tudo para o ter.

Estes nomes fazem lembrar alguma coisa, não fazem? Sim, pelo que parece esta coleção foi o ponto de partida para a famosa série de televisão “The Vampire Diaries”, mas existem muitas diferenças entre a série e os livros. Para os fãs da série ou dos livros, que tiverem alguma curiosidade, podem obter mais informações sobre as diferenças entre ambos, neste site: http://vampirediariesbrasil.com.br/livros/livros-diferencas-com-a-serie-de-tv/ (há mais sites que explicitam as diferenças, porém estas são as básicas)

Quando comecei a ler este livro, não fazia ideia de que envolvia terror (para quem não sabe eu sou muito medrosa com coisas que envolvem terror, quer seja livros ou filmes), e assim que descobri, fiquei de pé atrás com este livro, para ser sincera. Mas posso já adiantar que para os fãs de terror, isto será uma completa deceção, quase não me meteu medo nenhum, o máximo que senti foi receio do que ia acontecer ao personagem, mas “medo” realmente, não me meteu (e eu sou muito sensível com estas coisas!). Se, tal como eu tiverem receio de ler por causa de ser de terror, podem ler, porque não dá medo nenhum, já para os fãs de terror, é uma leitura que não aconselho de todo.

Quanto ao romance, é muito mal construído, não falaram muito mais do que umas duas ou três vezes e já se beijam e dizem que se amam! Achei a construção do romance muito falsa, muito provocada, apesar de já haver alguma atração desde os primeiros momentos, isso era pura atração e na minha opinião, atração não quer dizer que se amam.

Por tudo isto acho que a tentativa da autora de misturar vários géneros, não resultou muito bem.

Estes são os pontos mais negativos que encontrei neste livro, mas também há pontos positivos. A escrita da autora é simples e fluida, bastante rápida de ler. Há uma certa percentagem de mistério, o que prende o leitor ao livro. Não tem muitas partes paradas em que nada acontece, ou que facilmente são retiradas da obra. Há partes do livro que ficaram em aberto, percebo que deve ser para fazer com que o leitor compre os próximos volumes, para descobrir o que acontece depois.

O final fica mesmo muito em aberto e penso que o segundo livro irá partir do ponto onde o primeiro terminou, porque aquilo não é um final que se dê a um livro (nem mesmo quando este pertence a uma coleção, como é o caso).

 

Beijinhos e boas leituras!

 

Lia ❤
 
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Celestial; Anjo Sombrio de Cynthia Hand

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐

Neste post irei comentar não apenas sobre um livro, mas sim dois, ambos da autora Cynthia Hand e são eles Celestial e a sua continuação: Anjo Sombrio. Estes dois livros não são uma duologia, mas sim fazem parte de uma trilogia cujo último livro não foi publicado, nem há sequer previsão de vir a ser publicado um dia (é incrível como as editoras nos podem dar tantas alegrias e tantas tristezas também…). Os livros contam a história de Clara Gardner uma jovem que descobriu recentemente que é uma sangue-de-anjo, o que significa que tem capacidades superiores às dos humanos, tanto intelectualmente como em termos físicos. Mas ser uma sangue-de-anjo não significa só isso, mas também de que tem um propósito (o motivo pelo qual está na terra é cumprir o seu propósito, sendo este uma prioridade na sua vida, no entanto descobrir qual é o seu, não é uma tarefa nada fácil). Umas visões de um incêndio numa floresta e um rapaz que Clara desconhece levam-na a mudar de cidade e de escola. E é quando ela conhece o tal rapaz das visões, (o lindo de morrer) Christian Prescott, que tudo se encaixa e se dá como que uma atração momentânea, porém existe Tucker Avery, um rapaz que a tira do sério e faz com que o seu lado menos angélico venha ao de cima. Ao longo dos livros acompanhamos de perto, numa narrativa em primeira pessoa, o amadurecimento de Clara, onde terá de fazer muitas escolhas que nunca pensaria um dia ter de fazer entre a honestidade e o engano, o amor e o dever, o bem e o mal. Clara terá de escolher entre cumprir as regras ou seguir o que o coração manda.

Numa escrita incrivelmente maravilhosa da autora Cynthia Hand, somos transportados para um universo magnífico e envolvente quase ao virar da primeira página. Envolvi-me imenso com estes dois livros, fizeram-me emocionar, ficar com raiva, com medo pelo que pudesse acontecer aos personagens e com um sorriso doido no rosto por causa do romance que se forma (apesar de o foco não ser o romance, ainda assim acaba por ser muito fofo e decerto será sempre um dos meus casais literários preferidos). Com tanta coisa boa que o livro me trouxe, não podia deixar de acontecer o que veio depois de terminar a leitura: uma valente ressaca literária daquelas de não conseguir ler absolutamente mais nada durante uns dias e de pedir a todos os santinhos para traduzir o último volume da trilogia bem, bem rapidinho, pois sinto que preciso dele para ontem!

A sério, esta leitura foi muito, muito, muito, (…), muito, muito maravilhosa para mim e recomendo super para quem gosta de livros de fantasia, com personagens sobrenaturais, esta é de facto uma trilogia que não deve ser ignorada!


Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Eleanor & Park de Rainbow Rowell


Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐

Eleanor & Park é um livro que conta a história de dois adolescentes e as suas vivências conturbadas. Eleanor é a típica rapariga novata na escola e devido ao seu aspeto (sendo gordinha, ruiva e vestindo-se com roupas bastante peculiares) é bastante gozada na escola, sofrendo bullying por parte dos colegas assim que lá chega. Começando logo na primeira viagem de autocarro, onde todos os lugares se encontram reservados e ninguém lhe concede o lugar. Park é um rapaz meio coreano, gótico, que gosta de ficar no seu canto, tem poucos amigos e faz de tudo para não ser a pessoa com quem os outros se metem e gozam, passando o mais desapercebido possível. Quando vê a rapariga nova entrar no autocarro e ser alvo de troça por parte dos outros, não consegue evitar sentir algum alívio, por não o chatearem a ele, mas acaba por lhe ceder (rudemente) o banco de autocarro ao seu lado, para a salvar dos insultos e de ser ainda mais gozada pelos outros. E é com este ato que eles vão acabar por se conhecer e quem sabe, talvez nasça uma amizade entre eles.
Este livro parece o típico romance entre adolescentes, meio bobinho, mas o foco do livro não cai só no romance, é claro que isso é uma parte muito presente na história, mas é intercalada com diversos assuntos que nos levam à reflexão, como o bullying, que já referi anteriormente, ou a violência doméstica e outros tipos de violência, a descriminação de género, o racismo, a questão da aceitação pessoal, a relação conturbada entre pais e filhos, entre outros. Alguns destes assuntos foram abordados mais diretamente, como a violência doméstica, mas outros, mais subentendidos, como é o caso da descriminação racial, em alguns pontos do livro.
A narrativa da Rainbow Rowell é bastante fluida, os personagens bem contruídos e o desenvolvimento da história bem elaborado. O leitor conecta-se bastante aos personagens, o que acaba por levá-lo a sorrir, chorar, ficar chateado e experienciar estas e muitas outras emoções junto com os personagens. Adorei também o facto de a história ser ambientada em 1986, onde o modo de vida era ligeiramente diferente daquele que conhecemos hoje, além disso, o livro está cheio várias citações de cantores, bandas e canções desta altura, o que enriquece ainda mais a obra. Em relação aos pontos negativos, ressalto o facto de ter ficado um ou outro ponto em aberto na história, que carece de explicação, mas nada muito grave.
O final da história acaba por ser um pouco inesperado (e arrasador) para o leitor, mas acho que acabou por dar um toque de realismo à história do primeiro amor.

Esta leitura foi feita juntamente com a Mia do blog https://miaestanteliteraria.wordpress.com no caso dela foi uma releitura de Eleanor & Park e também fez uma resenha no seu blog deste livro (https://miaestanteliteraria.wordpress.com/2016/11/26/eleanorpark/#more-2736). Adorei ler este livro em conjunto com a Mia, onde partilhamos ideias, teorias e reflexões que o livro nos ia proporcionando.
Espero que depois desta, sigam muitas mais leituras conjuntas, Mia!


Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Harry Potter e a Ordem da Fénix de J. K. Rowling


Classificação: ⭐⭐⭐


Consegui! Li 750 páginas! Deu trabalho? Deu. Demorou muito tempo? Demorou. Mas eu consegui.
Confesso que no início a leitura foi mais arrastada, tal como aconteceu no quarto volume da coleção, mas do meio para o fim a leitura fluiu muito mais. Só não consegui ler muito rápido por conta dos trabalhos que tenho de fazer para a escola.
Neste quinto volume o Harry já é bem mais maduro, passa por coisas bem mais fortes e pesadas emocionalmente (não vou revelar para não dar spoilers), aliás todos os personagens no geral estão bastante mais maduros neste livro.
Uma das alterações mais significativas na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts neste ano letivo é a nova professora recém-chegada de Defessa Contra a Magia Negra, Dolores Umbridge, designada para o cargo pelo Ministério da Magia, uma vez que o diretor de Hogwarts não conseguiu encontrar um substituto para o antigo professor. Esta professora, acaba por renovar os métodos de ensino desta disciplina, sob a proteção do Ministro da Magia. Esta mudança não será a única que esta nova professora irá impor aos alunos, acabando por não ficar bem vista por eles. As coisas em Hogwarts foram piorando a cada página, os alunos do quinto ano foram sobrecarregados com trabalhos e muita pressão para que tirassem uma boa nota nos NPF’s, alguns personagens são expulsos da equipa de Quidditch, o Harry apanha fortes castigos, e acontecem outras coisas que só desanimam mais quem lê. Mas nem tudo são coisas más, o Harry consegue aproximar-se um pouco mais da sua apaixonada e acontecem outras coisas que passam a ocupar alguma parte do tempo do Harry e dos amigos (quem já leu, vai entender), o Ron, por sua vez, vê também cumprido um grande sonho que tinha.
No final, como em todos os livros anteriores (o que não considero spoiler), o Quem Nós Sabemos regressa para se defrontar com o Harry, mas achei que o destaque não foi apenas só para o Harry (ok que ele é o protagonista, mas gosto muito quando não é só ele, ou sempre ele que acaba por salvar o mundo e escapar ao Quem Nós Sabemos), houve uma grande participação de personagens como o Neville Longbottom, a Ginny Weasley, e até a Luna Lovegood (uma personagem que eu já tinha ouvido tanta gente a falar, mas que até agora não tinha aparecido).
Neste volume consegui gostar um pouco (mas bem pouco) mais do professor de Poções de Hogwarts, Severus Snape, eu sei que ele não tem sido muito bom para o Harry durante todos os livros, mas desta vez podemos ver um pouco o seu lado e o porquê de fazer o que faz.
O professor Dumbledore esteve um pouco mais afastado do Harry do que nos livros anteriores, o que me deixou um pouco zangada, uma vez que é um dos meus personagens preferidos.
O enredo em si não me surpreendeu tanto quanto em livros anteriores, talvez por eu já ter as expetativas bem altas e a esperança de haver grandes reviravoltas e acontecerem muitas coisas completamente inesperadas. Esperava um pouco mais da J. K. Rowling, confesso. Porém, não posso dizer que não gostei do livro, é praticamente impossível que eu não goste, adoro a escrita da autora, os personagens, o cenário onde a história se passa, apenas o enredo não me conseguiu surpreender da forma como eu esperava.
 Sinto-me aliviada por o próximo livro ser bem mais pequeno que este e estou bem curiosa para saber o que virá a seguir!

Quem tiver curiosidade em dar uma espreitadela nas resenhas dos livros desta coleção, anteriores a este, aqui estão os links:

http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/07/harry-potter-e-camara-dos-segredos-de-j.html
http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/08/classificacao-este-e-oterceiro-volume.html
http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/09/harry-potter-e-o-calice-de-fogo-de-j-k.html

 
Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Harry Potter e o Cálice de Fogo de J. K. Rowling


Classificação: ⭐⭐⭐⭐


Finalmente li o (gigantesco) quarto livro de Harry Potter (se bem que se este é gigantesco, o quinto livro nem sei o que lhe chamar…). Para quem não sabe eu tive de ler há alguns meses um livro que tinha mais de 700 páginas, contra a minha vontade (era para as aulas de português), desde então fiquei com receio de voltar a ler um livro mais grosso (para quem quiser ler a resenha que fiz desse livro, basta clicar neste link:  http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/04/os-maias-de-eca-de-queiroz.html
Explicações à parte, o que interessa é que eu li e gostei bastante de o ter feito, além disso senti a sensação de desafio cumprido quando o acabei (apesar de este ser o quarto livro da coleção e ter ainda mais três para ler até a terminar).
Para quem não sabe ou não conhece a história deste livro começa bem diferente da dos outros três anteriores (é habitual o enredo começar com o Harry na casa dos Dursley), já neste livro somos levados para um lugar desconhecido e com personagens que de início não nos apercebemos de quem são ou que contributo poderão dar ao desenlace da história. Depois desta cena, acontece a Taça Mundial de Quidditch, acontecimento este que o Harry, a Hermione e a família Weasley vão. Durante este evento acontecem coisas muito fora do controlo do ministério (que planeou a final da Taça Mundial de Quidditch com tanto cuidado).
Quando as aulas na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts começam, os estudantes recebem a notícia de que se irá realizar nesse ano o Torneio dos Três Feiticeiros, algo que faz com que este ano em Hogwarts seja inesquecível para muitos!
Enquanto tudo isto se desenvolve, o senhor das Trevas, Lord Voldemort começa a restabelecer de novo o seu poder, tenho como objetivo derrotar o famoso Harry Potter.
Adorei este quarto volume da coleção, deu para perceber que o enredo criado pela J. K. Rowling foi de longe bem mais complexo que os anteriores (o que me fez atribuir quatro estrelas), porém tem alguns pontos menos positivos, como o facto de terem entrado muitos personagens (ou pelos menos se destacado mais do que nos livros anteriores), o que dificultou um pouco a compreensão, pelo menos no meu caso, senti-me um pouco baralhada com os nomes dos ministros da magia e por vezes já não sabia bem quem tinha feito o quê ou falado o quê. Neste livro, mais do que nos outros, o enredo tinha muito por onde pegar, havia muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, que apesar de no fim se ter esclarecido, não deixou de tornar a leitura um pouco confusa em algumas partes. Outra dificuldade que tive neste livro, que não tive nos outros, foi que no início, até por volta da página 200 a leitura não fluiu muito e ficou meio arrastada, mas daí para a frente fluiu muito melhor.
Como sempre o final foi completamente surpreendente, quando pensava que as revelações já tinham terminado, vem a bomba final que vai mudar tudo o que eu dava como certo.
Porém, eu apanhei um spoiler bem grande de uma coisa que aconteceu quase no final, que, não sendo sobre as tais revelações, me preparou (e fez-me pensar constantemente “É agora, deve ser agora que isto vai acontecer!”), dado que quando aconteceu eu não fiquei tão chocada assim, eu não vou dizer o que é concretamente para não fazer com vocês, o que fizeram comigo, mas quem já leu, de certeza que sabe do que estou a falar.
Tenho de dizer que não, ainda não superei o trauma de ler livros grandes e estou aqui cheia de medo de ler o próximo e acho que não irei conseguir ler num mês, mas irei tentar e, se tudo correr bem, no mês que vem trago-vos a resenha do próximo volume.
Se ainda não conferiram os posts sobre os livros da coleção anteriores a este e tem curiosidade em fazê-lo, podem clicar nos seguintes links:

http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/07/harry-potter-e-camara-dos-segredos-de-j.html
http://euliaeleio.blogspot.pt/2016/08/classificacao-este-e-oterceiro-volume.html

 
Beijinhos e boas leituras!

 
Lia ❤
 
 

sábado, 10 de setembro de 2016

Fala-me de Um Dia Perfeito de Jennifer Niven


Classificação: (5 estrelas)


Neste post falar-vos-ei de um livro que li à relativamente pouco tempo e que se trata de um Young Adult que tem como tema central o suicídio.
Aproveitando que tem este tema quero-vos falar de uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que existe há alguns anos, mas que decorre principalmente durante o mês de setembro, daí o nome da campanha ser “Setembro Amarelo”. O objetivo direto desta campanha é alertar a população a respeito da realidade do suicídio e dar a conhecer as suas formas de prevenção. Este movimento irá decorrer durante todo o mês de setembro, mas há uma atenção especial ao dia 10 de setembro por ser o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Quem estiver interessado pode entrar no site http://www.setembroamarelo.org.br e ficar mais a par desta campanha. É muito importante e essencial que divulguem este movimento tal como eu estou a fazer neste post, para que mais pessoas tenham conhecimento.
Como forma de reforçar a divulgação deste movimento decidi falar-vos deste livro, cujo titulo original é “All The Bright Places”.
O livro conta a história de dois adolescentes: Violet Markey e Theodore Finch. A Violet é uma rapariga que conta os dias até acabar o secundário e puder fugir da cidade onde mora e da dor que carrega, pela morte da irmã mais velha. Finch é o anormal da escola, com poucos amigos, uma família que não lhe liga nada e encontra-se sozinho, mergulhado numa depressão, com uma grande obsessão pela sua própria morte. Estes dois jovens encontram-se na parte mais alta da escola, o campanário, prontos a se atirar dali a baixo, até que se salvam um ao outro. Esta é uma história que tem por trás uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer.
Esta história é um romance? É. Mas é lindo, maravilhoso, emocionante e que me fez escorrer umas lágrimas pela cara abaixo!
Confesso que não sou muito fã de romance, mas esta história não é só romance, tem muito mais, tem lições de vida, que provavelmente não vai ser indiferente a quem ler. Não achei que o livro romantizasse o problema do suicídio, parecendo-me bem realista em muitas alturas, dando-nos a conhecer uma realidade que eu e talvez muitas pessoas não conhecíamos.
O livro tem algumas quotes maravilhosas! Deixo-vos duas das que mais gostei!

 “… uma coisa fantástica na vida é que podemos ser alguém diferente para cada pessoa.”

 “… é perda de tempo pedir desculpa. Tens de viver a tua vida sem arrependimentos. É mais fácil fazer o que está certo desde o início para não haver necessidade de arrependimentos.”

 A escrita da autora é muito fluida e muito fácil de perceber. Para quem gosta de YA é uma ótima leitura, pois para além de abordar o suicídio, aborada também diferentes problemas característicos (e não só) da adolescência, como as relações familiares conturbadas, a importância da popularidade na escola, as relações amorosas, a depressão, a perda de alguém que nos é próximo, entre outros. Ao longo da história o Finch vai nos dando a conhecer factos sobre o suicídio, que são bem interessantes.
Este é o meu primeiro contacto com a escrita desta autora e com certeza não será o último!
Recomendo muito a leitura de livros com este tipo de temas, porque nem tudo são rosas, e por vezes precisamos de ler um livro assim.


 Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban de J. K. Rowling


Classificação: ⭐⭐⭐

 
Este é o terceiro volume da coleção (para quem não sabe) que continua a surpreender-me bastante a cada livro que leio. Eu classifiquei-o com três estrelas, mas não propriamente por o achar mediano, mas sim porque pretendo fazer uma distinção entre os livros da saga, visto que ainda consegui gostar um pouco mais dos dois primeiros volumes do que deste, ainda assim adorei fazer esta leitura e não me arrependo nada de a ter feito, só queria simplesmente distingui-los uns dos outros e não os avaliar todos com quatro estrelas.
Como sempre entraram novos personagens, entre eles o novo professor de Defesa Contra A Magia Negra, o professor Lupin que chega a Hogwarts.
A Escola de Magia e Feitiçaria passa por um período conturbado, em que há um prisioneiro de Azkaban, o Sirius Black, um assassino que pensa-se que seja o braço direito de Voldemort, o grande inimigo do Harry Potter. Por este motivo, para proteção de todos, é reforçada a segurança em Hogwarts com alguns dos guardas de Azkaban, os Dementors.
Neste terceiro volume da saga, nota-se ainda mais o amadurecimento dos personagens, principalmente do Harry, do Ron e da Hermione (que já tem cerca de treze anos), sempre marcados por uma personalidade bastante forte e que não nos deixa indiferentes.
O final, tal como sempre, é muito surpreendente e completamente inesperado para o leitor (pelo menos tem sido assim comigo ao longo destes três primeiros livros), acontecem sempre muitas revelações no final, que nos mostram que aqueles pequenos detalhes que nos foram sendo dados ao longo do livro tem um significado diferente daquele que nos faziam querer que tinham (confusa esta explicação, não é?). Interpreto o livro como se tratasse de um puzzle por montar: não percebemos qual a figura que as peças formam se estiver todo desmontado, mas quando juntamos todas as peças no seu devido lugar, conseguimos identificar do que se trata. É curioso que eu não consiga encontrar nenhuma peça solta na história, tudo é referido por um motivo, mesmo que no início pareça apenas um complemento, um extra à história e isso é algo que acho incomparável na escrita da J. K. Rowling e que não consigo encontrar em mais nenhum escritor.
Não sei se o filme é fiel ou não ao livro, mas com certeza deve ter alguns cortes e algumas diferenças, o que infelizmente é normal. Mas ainda assim estou curiosa para ver como ficou a adaptação aos grandes ecrãs.
Estou bastante curiosa para ler o próximo livro da coleção, apesar de estar com bastante receio, por causa do tamanho do livro (sim, porque eu sou dessas que apanhou trauma de livros muito grandes). Por isso desejem-me boa sorte!


Beijinhos e boas leituras!
 

Lia ❤

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Perdida de Carina Rissi


Classificação: ⭐⭐⭐⭐


Perdida é um romance que conta a história de Sofia, uma rapariga de 24 anos, que vive no século XXI até que vai comprar um telemóvel novo (após ter deixado cair acidentalmente o seu numa sanita), e é teletransportada para o século XIX, mais precisamente para o ano de 1830. Lá ela é acolhida e amparada por um rapaz de 21 anos, chamado Ian Clarke e pela sua família. Sofia tem de completar o seu percurso lá, dividido por etapas, que nem ela sabe quais são e encontrar o que nem sabe que procurava, antes de poder regressar a casa novamente.
Adorei conhecer a Sofia, tem uma personalidade inigualável e incomparável com as outras raparigas, diz o que pensa, não tem medo de nada, nem do que as outras pessoas pensam a seu respeito, preocupa-se com aqueles que mais gosta e tenta sempre vê-los felizes. Já o Ian Clarke é o príncipe encantado que muitas princesas desejariam ter, é cavalheiro, educado e lindo de morrer!
O livro está inserido na categoria de Romance, pelo que não me admira muito que esse seja o foco principal do livro, ainda assim achei que focou demasiado neste romance, achei que se deveria ter dado mais importância à forma como se sucediam as etapas para descobrir o regresso a casa, e não focar apenas no romance.
Até cerca de um terço do livro, este estava bastante calmo, mas sempre com foco no romance que se ia desenvolvendo entre os personagens, as trocas de olhares, as conversas era tudo muito romantizado e idealista. O livro é quase que um conto de fadas moderno.
O final achei que ficou bem cliché, era exatamente aquilo que eu estava à espera que acontecesse.
O livro ensina-nos que o amor é mais importante do que o lugar em que nos encontramos. Ensina-nos que podemos viver com pouco e sermos felizes na mesma, desde que estejamos perto de quem amamos.
Confesso que QUASE deitei uma lágrima ou duas numa parte que me emocionou particularmente.
Para quem gosta muito de ler romances, aconselho a leitura, mas para quem gosta de ler livros em que o romance não é de todo o foco principal, não aconselho muito apesar de esta não ter sido uma má leitura de todo.


Beijinhos e boas leituras!


Lia ❤

terça-feira, 26 de julho de 2016

Harry Potter e a Câmara dos Segredos de J. K. Rowling

Classificação: ⭐⭐⭐⭐


Primeiro de tudo eu queria fazer uma observação acerca do título: como sei que muitos dos leitores do blog são do Brasil (um país que eu quero muito poder visitar um dia), acharão estranho o título ser Harry Potter e a Câmara dos Segredos em vez de Harry Potter e a Câmara Secreta, mas isto deve-se à forma como foi traduzido em Portugal e no Brasil, por diferentes tradutores que traduziram de forma diferente.
Eu gostei bastante deste livro que tinha um enredo um pouco mais complexo que o do primeiro livro (que por ser um primeiro da saga, serviu mais de apresentação dos personagens e do espaço em si). Neste segundo livro contamos com algumas personagens novas que desempenham um papel relevante na história (principalmente duas delas), que são um elfo doméstico chamado Dobby e a Murta Queixosa, um fantasma que não chegamos a conhecer no primeiro livro, apesar de já habitar Hogwarts.
O trio Harry, Hermione e Ron voltaram a quebrar mais regras em Hogwarts, mas sempre por boas razões na busca de solucionar os mistérios que pairam sobre a escola, mas isso já não surpreende ninguém!
Uma das personagens que eu já gostava desde o primeiro livro, mas que não cheguei a referir é o Dumbledore, o diretor de Hogwarts, parece-me ser uma personagem bastante sábia e que tem sempre algo para nos ensinar. Deste livro queria destacar a seguinte citação:


“São as nossas escolhas, Harry, que mostram quem de facto nós somos, mais do que as nossas capacidades”


As ideias que surgiram na cabeça da J. K. Rowling quando escreveu este livro (e acho que a saga inteira) são completamente surpreendentes e inesperadas. Leva-nos a acreditar numa coisa, durante grande parte do livro e depois joga-nos a verdade na cara sem mais nem menos e ainda por cima nós adoramos os seus livros! Esta autora é de mais! Mesmo sabendo que o culpado de algo não é quem ela mostra ser no início e tentando seguir as pistas a autora consegue sempre trocar-nos as voltas e deixar-nos de boca aberta com as suas revelações!
A sério, quem ainda não leu nada desta autora nem sabe o que está a perder!
Só não dei cinco estrelas na classificação do livro porque me disseram que a saga só melhora ao longo dos outros livros e por isso sinto que tenho de guardar as cinco estrelas para um livro que me consiga surpreender ainda mais do que este!
O post ficou um pouco pequeno porque eu não quero dar spoilers pois pode alguém querer ler o livro e ainda não o ter feito por isso, não quero que perca a nostalgia de ler sem saber o que está por vir!

Beijinhos e boas leituras!

Lia ❤

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Harry Potter e a Pedra Filosofal de J. K. Rowling

Classificação: ✩✩✩✩

Eu finalmente li Harry Potter! Já há algum tempo que me comecei a questionar o que tinha assim de tão especial os livros Harry Potter para que tanta gente lesse e idolatrasse esta saga. Seria a escrita da autora, a história em si, ou qualquer outra coisa que me escapava? Eu senti que estava na hora de embarcar nesta aventura para descobrir o que causava tantos fãs.
A principio estive a fazer pesquisa para saber qual livro vinha primeiro (porque eu nunca tinha lido, ou visto nenhum livro ou filme e nunca me tinha interessado pela saga antes, pelo que não sabia quase nada a seu respeito) e descobri que o livro até era pequeno (o que me deu força para começar a ler a coleção, não nego). Nas minhas pesquisas descobri também que o livro está classificado (pelo menos cá em Portugal) para leitura autónoma do sexto ano do ensino básico, o que equivale a 11/12 anos, eu fiquei meio desanimada, uma vez que eu tenho 17 anos (e meio). Fiquei pensando que o livro era para crianças e que eu não iria gostar, não é que eu seja já muito adulta, só que estou tentando ler livros que não sejam tão infantis, como pensava que este seria. Mas eram tantos adultos nas redes sociais a dizerem que gostavam imenso, que estavam a ler agora pela primeira vez, que o livro não tinha idade para ser lido...
Então decidi ler o primeiro livro, que conta a história de um rapazinho, o Harry Potter, que é entregue aos tios para ser educado porque é a única família que tem, uma vez que os pais morreram às mãos de um feiticeiro muito poderoso (foi uma sorte o Harry se ter salvo, sendo ainda muito pequenino). Quando já tem os seus 10/11 anos, começa a receber em casa cartas de alguém que desconhece.
Acho que o resto todos vocês sabem, não é? Eu não quero dar spoiler para quem não leu (se é que existe alguém mais, para além de mim, que até então não tinha lido)
Achei a escrita da autora bem fácil e rápida de se ler. J. K. Rowling escreve coisas que não lembram a mais ninguém! Adorei as personagens, cheias de personalidade que estão sempre a ir contra as regras, a seguir pessoas que não devem, a escutar conversas alheiras... Mas são personagens fantásticas, adoro este trio, composto pelo Harry Potter, pela Hermione Granger e pelo Ronald Weasley (mais conhecido por Ron), é impossível não gostar deles! Identifico-me um pouco com a Hermione, pela vontade de conhecer e aprender cada vez mais.
Na minha opinião o livro só teve momentos parados no inicio, porque quando Harry entra em Hogwarts parece que muita coisa começa a acontecer, sem dar tempo de respirar. Há o enredo principal, que é sobre a Pedra Filosofal, mas acontece muita coisa que a principio não tem qualquer ligação com o enredo principal, mas que depois se manifesta importante para o desenvolvimento deste.
Confesso que o final se revelou surpreendente, não foi nada do que eu estava à espera e adoro livros destes em que se dá uma reviravolta quase no final que muda tudo aquilo em que tínhamos dado como certo.
Apesar de este livro estar classificado como literatura juvenil, este livro enquadra-se também no género fantástico, que é um dos meus preferidos. Mas acho que por envolver feiticeiros e magia, eu não gostei tanto quanto gosto dos livros que envolvem vampiros, anjos e outros seres sobrenaturais.
Acerca da adaptação cinematográfica não posso dizer se é fiel ou não ao livro, porque ainda não assisti ao filme, mas é algo que quero fazer nestas férias!
De qualquer forma esta foi uma ótima leitura e de certo irei comprar e ler os outros volumes da coleção que me faltam (só tenho os três primeiros, dois deles comprei na Feira do Livro de Lisboa.)
Para quem gosta de magia e não leu ainda Harry Potter (
o que acho difícil de acontecer) recomendo bastante que leiam!


Beijinhos e boas leituras!

Lia ❤

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Pacto de Gemma Malley

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Para quem não sabe ou não se lembra, distopias é um dos meus géneros literários favoritos  e este livro é desse género literário e foi uma ótima leitura, recomendo desde já! 
O livro passa-se numa sociedade apocalitica em 2140. Nesta altura a ciência descubriu como tornar os humanos imortais, mas, dada a escassez de recursos, a imortalidade só é garantida à custa da renúncia à descendência, ou seja, quem quer ser imortal não pode ter filhos, e quem quebra esta regra sofre consequências aterradoras. O Pacto é o compromisso que sela tal decisão. 
Para perceber melhor a sociedade em que a história está inserida, conhecemos a Anna que é uma rapariga Excedente, por outras palavras, é filha de pais que tinham assinado o Pacto. Ela foi encontrada pelos guardas e entregue a uma instituição que cuida dos Excedentes até à adolescência e educa-os para servirem o Legítimos (as pessoas imortais que assinavam o Pacto), essa instituição chama-se Grange Hall.
Nessa instituição as pessoas que educam os Excedentes fazem-nos acreditar que não merecem estar vivos, que são um fardo para a Mãe Natureza e que se devem redimir trabalhando para os Legítimos durante a sua vida que não é eterna como a dos seus patrões. 
Anna odeia os seus pais por a terem posto no mundo, mesmo não os conhecendo, e a única coisa que quer é redimir-se pelos erros que os pais cometeram.
Um dia chega um rapaz chamado Peter à instituição que diz conhecer os seus pais e que está lá para a salvar. 
Será que ela decide fugir na companhia deste desconhecido, ou estará tão bem ensinada pela Grange Hall que não acredita nas palavras dele?
É fantástica a escrita desta autora e apesar de ser narrada na terceira pessoa, algo que eu não costumo gostar muito, ficamos a par da história conhecendo bem os sentimentos da Anna através de um diário onde ela escreve secretamente. Este livro não foca de todo no romance adolescente, mas sim na sociedade em que eles estão inseridos, dando a conhecer a forma como as mentalidades estão de tal maneira feitas que quando confrontadas com a verdade não querem acreditar de maneira nenhuma. Isto deve-se às desculpas credíveis que são contadas e recontadas vezes sem conta às pessoas e principalmente às crianças e adolescentes de Grange Hall.
Enquanto lia o livro eu dizia para mim mesma como é que era possível que não percebessem que tudo aquilo eram mentiras, mas sei reconhecer que se eu estivesse no lugar da Anna, por exemplo, faria o mesmo e agiria da mesma forma, conforme as regras impostas.
A obra é maravilhosa e dá-nos a conhecer pessoas com uma mentalidade incrivelmente alterada daquilo que realmente se passa. Faz-me questionar se também a mentalidade que a sociedade me impõe será a que corresponde à verdade ou se tal como a Anna sou apenas um fantoche no meio de tudo isto. 
De qualquer maneira, eu super recomendo este livro a quem ainda não leu e principalmente a quem ama distopias, tipo eu , ou para quem se interessa por histórias deste género em que as pessoas tem uma mentalidade completamente construida pela sociedade em que estão inseridas. 
 
Beijinhos e boas leituras!
 
Lia ❤

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Encruzilhada de Kasie West

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Se me pedirem para classificar o livro Encruzilhada em apenas uma palavra, ficaria muito indecisa, porque é magnifico, fenomenal, fantástico, inesquecivel, apaixonante e muito mais!  Bem, na realidade não dá para escolher apenas uma palavra para o classificar!
O livro que eu li foi em e-book (em português do Brasil). Foi a minha primeira leitura em e-book e até gostei!  Eu tinha muito aquela ideia de que o livro físico é que é bom, mas estou a abrir um pouco a minha mente nesse sentido e apesar de preferir livro físico, em e-book, não é mau. Por isso recomendo a quem ainda não leu em e-book, para exprimentar. 
A linguagem do livro é uma linguagem fluída e clara, apesar de ser em português do Brasil e eu ser portuguesa e estar em Portugal, pelo que não estou muito ligada a algumas expressões características, podendo não as entender bem, mas li sem dificuldades. 
No que toca à história, esta é alternada entre como seria o caminho de Addison Coleman, caso escolhesse ficar com a mãe ou ir viver com o pai, uma vez que os pais se estão a separar e lhe pedem que escolha com quem quer ficar. Por isso, um capítulo conta como seria se ficasse com um e no capítulo seguinte, se ficase com o outro. No fim, a Addison tem de escolher apenas um caminho para percorrer, pelo que toda a história é passada numa espécie de visão que ela tem. Isto faz com que nos apaixonemos ao longo da história por ambos os caminhos ou que tenhamos uma preferência por um deles e acabamos por nos colocar na posição da própria personagem. 
Eu não quero dar spoiler da história, por isso digo que para quem gosta de livros com pessoas que tem poderes, uma pitada (grande) de romance e que tenha como foco principal os adolescentes, de certeza que irá adorar este livro! 
Se alguém já leu, conte nos comentários o que achou!
Beijinhos e boas leituras!
Lia ❤

terça-feira, 12 de abril de 2016

Os Maias de Eça de Queiroz

Classificação: ⭐⭐
E aqui está um grande livro! E não quero com isto dizer que o livro é bom, mas que é realmente um grande livro! Com mais de 700 páginas que no meu caso foram lidas em tempo recorde!
Tal como o último livro que eu fiz uma resenha, também este foi uma leitura para as minhas aulas de Português.  É, eu sei, só tenho lido livros para as aulas ultimamente e se leram o meu primeiro post, estes não fazem de facto o meu estilo. 
Para quem não sabe, Os Maias é uma leitura obrigatória em Portugal, para o ensino secundário, já há longos anos e eu ainda não consegui perceber porquê. 
A história tem um enrredo principal que é em torno de uma família rica, os Maias, tendo por foco principal Afonso da Maia e a sua família: o filho, Pedro da Maia e os seus netos, Carlos da Maia e Maria da Maia. Porém, esta obra retrata também as pessoas que rodeiam esta família que frequentam o, tão famoso, Ramalhete, uma das casas da vasta fortuna da família.
Na realidade esta obra proporciona ao leitor uma noção aprofundada da sociedade portuguesa no século XIX, que aborda tópicos como o facto de existirem mulheres com amantes (fazendo disso uma coisa totalmente normal) e haver amores eternos e proibidos, traduzindo assim uma sociedade marcada pelo romantismo.
Ao longo desta obra ficamos a conhecer principalmente a personagem Carlos da Maia, as suas paixões, as suas vivências, as suas aprendizagens, acompanhando o seu amadurecimento. 
Quanto à linguagem desta obra, é uma linguagem bem característica desta época uma vez que também o autor da obra, Eça de Queiroz, viveu na época em que a obra é retratada. Sendo por este motivo uma linguagem um pouco diferente daquela a que costumamos ouvir atualmente, contendo palavras que acabaram por cair em desuso.
Esta obra é muito longa, pelo que algumas das "cenas" poderiam, na minha opinião, terem sido ocultadas sem que, houvesse alguma alteração no enrredo principal. Outra característica desta obra é a demasiada descrição que acaba por fazer com que o livro se torne massador e entediante. 
Há também algumas cenas de romance  que acabam por cortar com algum do entediamento, o que é algo positivo.
De qualquer forma esta obra acaba por ter mais pontos negativos do que positivos, na minha opinião, claro.
E vocês? Se já leram esta obra, o que acharam? Gostaram?
E quem não leu, ficou curioso para ler?
Deixem as voças opiniões nos comentários! 
Beijinhos e boas leituras!
Lia ❤

sexta-feira, 18 de março de 2016

O Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago

Cassificação: ⭐⭐⭐
O Conto da Ilha Desconhecida foi uma obra que li para apresentar numa aula de Português, pelo que não foi propriamente uma leitura de livre e espontânea vontade. 
Esta obra tem uma complexidade peculiar inigualável (uau,  nem eu sabia que conseguia usar tantas palavras caras...). Por outras palavras (mais simples), a escrita de José Saramago é um pouco diferente daquilo a que estou habituada, pela simples razão de que ele não utiliza ponto final, parágrafo e travessão, quando escreve uma fala de diálogo, por exemplo. Os parágrafos, esses, são praticamente inexistentes. Não quero com isto dizer que ele escreveu mal, mas que escreveu de uma maneira diferente daquilo a que, pelo menos eu, estou habituada.
Não sei vocês estão habituados a esta escrita, mas deixem a voça opinião nos comentários. 
Acerca da história desta obra, posso não estar certa, mas a ideia com que fiquei quando terminei esta minha leitura foi que o autor queria deixar uma mensagem. A mensagem da obra é que às vezes é preciso sairmos de nós mesmos para percebermos quem somos realmente. Usando uma comparação que o autor utiliza na obra, o homem é como uma ilha e para que uma ilha se veja, precisa de sair de si própria. É obvio que um ser humano não pode sair de si próprio realmente, mas precisa de compreender a visão de quem está de fora para se conhecer por dentro.
E só por esta linda mensagem (e mais algumas coisinhas) que classifico O Conto da Ilha Desconhecida como um livro interessante, inspirador e que qualquer pessoa, pelo menos uma vez na vida, deveria ler. 
Espero ter despertado curiosidade, por mais pequena que seja. ☺
Beijinhos e boas leituras!
Lia ❤