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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A Mulher do Camarote 10 de Ruth Ware

Classificação: ⭐⭐⭐

 
Finalizei recentemente a leitura do livro “A Mulher do Camarote 10” de Ruth Ware e não poderia deixar de compartilhar convosco a minha opinião sobre ele. Quero apenas dizer que, caso não tenham visto os últimos posts, este livro foi-me gentilmente oferecido pela editora Clube do Autor juntamente com outros livros maravilhosos! (Se quiserem saber mais sobre a editora e sobre todos os livros que eles me enviaram, falei deles no post deste link: http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/08/livros-recebidos-da-editora-clube-do.html).

 
(Lembrando que a minha opinião é sempre sincera sobre aquilo que leio, independentemente de o livro me ter sido cedido por alguma editora ou autor.)

 
O livro conta a história de uma jornalista, a Laura Blacklock, ou simplesmente Lo, que pretende subir na carreira e para isso aceita o convite de participar na viagem inaugural de um cruzeiro de luxo, o Aurora Borealis, onde só participariam pessoas influentes dos media e o próprio dono do cruzeiro e a sua mulher. Tudo certo até aqui... mas o que a Lo não contava experienciar era um crime no camarote ao lado do seu.

 
O mais estranho é que, ao denunciar o que viu às entidades responsáveis no cruzeiro, é informada de que não falta nenhum membro da tripulação, nem dos convidados e ninguém pode ter entrado nem saído de um barco em movimento. Sendo assim, como a Lo consegue arranjar uma explicação para aquilo que viu e ouviu? Terá sido apenas fruto da sua imaginação? Ou terá realmente acontecido um crime abordo de um cruzeiro de luxo sem que ninguém tenha reparado nisso?

 
Este é o pano de fundo para o policial de Ruth Ware lançado pela editora Clube do Autor no mês passado.

 
A história é narrada em primeira pessoa pela Lo, porém aparecem uma espécie de “recortes de jornal” e conversas de e-mail entre outras coisas que não são do conhecimento da Laura Blacklock, mas que dão um ar muito mais tenso à história, porque são revelações que nos prendem completamente à leitura.

 
Confesso que no início a leitura é um bocado monótona e não acontece muita coisa surpreendente. Quando acontece de facto o crime a bordo o leitor não fica surpreso porque já sabia que tal iria acontecer assim que leu a sinopse (ou viu este meu post) e isso acaba por cortar um bocado o suspense que se podia ter sentido, todavia, após o crime e a pequena investigação por conta da Lo, acabam por acontecer várias reviravoltas umas a seguir às outras que prendem inevitavelmente o leitor, na tentativa de ele próprio tentar solucionar o caso.

 
A leitura é fluida, divertida em algumas partes (de forma a cortar o ambiente tenso), e de cortar a respiração em outras. O enredo é surpreendente (pelo menos foi assim para mim), como se pede de um policial, e as personagens são igualmente bem construídas.

 
Não é de um género que eu leia muito, pois de policiais este é apenas a minha segunda leitura, mas ainda assim foi uma leitura muito agradável de se fazer e que gostei bastante.

 
Indico para quem gosta de policiais e também para quem não lê muitos livros do género, mas pretende sair da zona de conforto lendo um policial.
 
Beijinhos e boas leituras!
 
Lia

 
Uma leitura realizada com o apoio:



domingo, 13 de agosto de 2017

A Ilha das Quatro Estações de Marta Coelho

Classificação: ⭐⭐⭐

Quem acompanha o blog viu que o último post que saiu foi sobre a editora “Clube do Autor” e sobre os livros que eles me enviaram (quem não sabe do que eu estou a falar, está aqui o link do post para perceberem melhor ao que me estou a referir: http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/08/livros-recebidos-da-editora-clube-do.html) E hoje trago-vos a minha opinião sobre um desses livros: A Ilha das Quatro Estações.

O livro conta a história de quatro jovens: a Cat, o Santi (ou Tiago), o Misha e a Rute. Todos eles estão em sofrimento por alguma coisa do passado quando chegam à Ilha das Quatro Estações, onde irão passar quatro meses das suas férias de verão. Esta Ilha encontra-se dividida em quatro partes e em cada uma delas vive-se uma estação do ano. Estes jovens e o resto do grupo de inscritos irão passar um mês em cada uma das partes da ilha. (Ficou confusa a explicação?)

Esta ilha serve como uma terapia. Longe do resto das pessoas e das tecnologias, estes jovens dispõe de tempo para se encontrarem a si mesmos, para recuperarem autonomamente, mas também para fazerem boas amizades, o que contribuirá para a recuperação de cada um.

O livro é narrado em primeira pessoa, pelos pontos de vista da Cat e do Santi e adoro quando os autores fazem isso, porque nos dá um segundo ponto de vista dos acontecimentos, não deixando de parte a narração em primeira pessoa.

Pela linguagem clara (tanto da parte narrada como dos diálogos), fluida e extremamente rápida de ler é um livro juvenil, porém fala de alguns temas que são tipicamente abordados no género YA (temas esses que são spoiler se disser quais são). Os capítulos são curtos, o que é maravilhoso e só ajuda na fluidez da narrativa.

Este livro fala-nos de culpa, de saber perdoar, de nunca desistir de ser feliz e de lutar para conseguir aquilo que se quer. Ao longo do livro vemos várias lições de vida e cada uma delas acaba por marcar também um pouco a nossa vida.

Existem partes cómicas, piadas internas e muita cumplicidade e ajuda entre os personagens. Notei que a autora estava sempre a criar conteúdo para que a estadia dos jovens na ilha não se tornasse demasiado monótona para o leitor e, uma vez que eles não tinham telemóveis, tablets e computadores, não tinham grandes fontes de informações do exterior, pelo que deve ter sido mais difícil.

Achei apenas que existiram algumas partes um pouco insuscetíveis de acontecerem realmente, e que acabaram por soar a algo forçado. Talvez por ser um livro juvenil, eu achei que algumas partes foram óbvias demais para um leitor um pouco mais atento aos detalhes, como costuma ser o meu caso, mas considero que são pistas que poderiam muito bem passar despercebidas a um leitor mais novo.

Em suma, gostei da leitura e recomendo-a a jovens que gostem de livros com alguma aventura, romance, mas que também aborde temas mais sérios e reflexivos.

Beijinhos e boas leituras!

Lia
 
 
Uma leitura realizada com o apoio:

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Livros Recebidos da Editora Clube do Autor

A editora Clube do Autor (http://www.clubedoautor.pt/) entrou em contacto comigo para me enviar alguns livros de cortesia e acabei conhecendo um pouco mais sobre esta editora que mal conhecia. Decidi fazer este post para compartilhar convosco algumas coisas que descobri e os lançamentos de livros que a editora está a “apostar” e que me enviaram um exemplar. Agradeço desde já à editora pela simpatia para comigo e pelo envio dos livros. (Muito obrigada!)

Esta editora é relativamente recente neste mundo literário, uma vez que existe apenas desde 2010. Procura publicar sempre “livros de qualidade” e que sejam um “convite à leitura”, dito nas palavras da sua pequena equipa. No catálogo da editora existem livros quer de ficção, quer de não ficção e existem para todas as faixas etárias.

Passados já sete anos, o Clube do Autor conta com centenas de livros já publicados e esta editora já é considerada uma editora de referência em áreas como “divulgação histórica”, “ciências humanas e sociais” e “romances”.

sábado, 8 de julho de 2017

A química dos nossos corações de Krystal Sutherland

Classificação: ⭐⭐⭐⭐
 
A química dos nossos corações de Krystal Sutherland foi um livro que a princípio não me chamou a atenção, mas bastou parar e ler a sinopse dele para ter a certeza que o ia adorar!

O livro conta a história de Henry Page, um rapaz de 17 anos que nunca se apaixonou (é claro que teve aquela namorada na infância, mas era na idade em que os namoros consistiam em andar de mão dada), mas sempre sonhou em encontrar a sua alma gémea, tal como os seus pais se encontraram um ao outro.

Grace Town é a nova aluna na escola de Henry Page, veste-se com roupas masculinas e usa uma bengala para se apoiar enquanto caminha. Esta não é a rapariga dos sonhos de Henry Page, mas quando ambos são convocados para coordenadores do jornal da escola, eles acabam por se conhecer e a química dos seus corações é inevitável…

Porém, Grace Town esconde muitos segredos. Segredos esses que podem dificultar, e muito, esta possível futura relação. Será que juntos conseguem ultrapassar tudo e ter um final feliz, ou será que os corações partidos são algo com o qual eles vão aprender (e ensinar-nos) a lidar?

Uma coisa que adoro neste livro é o facto de não ser cliché, não se limita a ser (mais) um romance, é muito mais do que isso. Aliás, “Único” é um adjetivo perfeito para caracterizar este livro, porque tem um enredo único, personagens únicos, episódios únicos. Até podia dizer “quem gostou do livro X, vai gostar deste”, mas não consigo encontrar termo de comparação, porque é realmente diferente de tudo aquilo que já li. O livro parece-me bastante realista e com acontecimentos todos eles muito suscetíveis de suceder realmente.

Algumas personagens que vão sendo apresentadas ao longo da obra recebem uma descrição completa, desde a descrição física, a episódios que o narrador vivenciou com essa personagem, por exemplo.

A amizade entre Henry Page e os seus melhores amigos é uma amizade que se consegue sentir como verdadeira, com brincadeiras completamente parvas, conversas completamente parvas, mas que quando é preciso, os amigos estão presentes e querem o melhor uns para os outros.

Existem pelo menos dois personagens que me irritaram muito, em vários momentos distintos, mas é aquele amor/ódio que não consigo deixar de sentir pelos personagens. Fizeram e disseram coisas que eu fiquei “NÃO!!! NÃO FAÇAS ISSO!!!”, mas o facto de os personagens me irritarem nem é um ponto negativo no livro, porque compreendo o seu lado, sei que estão a tentar fazer o que pensam ser o melhor para eles e é assim que evoluem enquanto personagens.

Os capítulos são curtos, o que me agrada bastante, e de certa forma faz com que a leitura seja mais rápida e fluida, porque estava sempre a pensar “só mais um capítulo”. A história é narrada em primeira pessoa (pelo ponto de vista de Henry Page) o que é algo que adoro. Existem várias referências a filmes, livros (como Harry Potter, Crepúsculo, A Quinta dos Animais…), músicas, bandas, famosos, entre outros, que quando fazem parte do conhecimento do leitor, acabam por enriquecer bastante a história.

O romance acaba por ter muita importância neste livro, mas não é apenas o romance entre duas pessoas, vemos várias relações, umas que dão certo, outras que não dão, umas que já terminaram, outras que talvez venham a começar e vemos também a forma como cada pessoa lida como a sua relação, umas tentam fingir que está tudo bem quando não está, outras fazem um escândalo quando termina… Aprendemos que o amor entre duas pessoas não dura para sempre, mas por acabar, não quer dizer que não tenha valido a pena.

Confesso que adoro marcar com post-it diferentes sentimentos que o livro me trás, tristeza, riso e outras coisas como quotes que tenha gostado e partes românticas, e este livro tem tudo isso. Conseguiu unir tudo de uma forma espetacular e na dose certa.

Recomendo muito este livro para quem gosta de um YA contemporâneo, sobre o primeiro amor, mas procura uma leitura diferente daquilo que já leu. Este livro encher-lhe-á as medidas e proporcionar-lhe-á várias reflexões e frases que ficaram para a vida.

Uma leitura realizada com o apoio:



Beijinhos e boas leituras!

Lia


Descrição das classificações atribuídas

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