domingo, 13 de agosto de 2017

A Ilha das Quatro Estações de Marta Coelho

Classificação: ⭐⭐⭐

Quem acompanha o blog viu que o último post que saiu foi sobre a editora “Clube do Autor” e sobre os livros que eles me enviaram (quem não sabe do que eu estou a falar, está aqui o link do post para perceberem melhor ao que me estou a referir: http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/08/livros-recebidos-da-editora-clube-do.html) E hoje trago-vos a minha opinião sobre um desses livros: A Ilha das Quatro Estações.

O livro conta a história de quatro jovens: a Cat, o Santi (ou Tiago), o Misha e a Rute. Todos eles estão em sofrimento por alguma coisa do passado quando chegam à Ilha das Quatro Estações, onde irão passar quatro meses das suas férias de verão. Esta Ilha encontra-se dividida em quatro partes e em cada uma delas vive-se uma estação do ano. Estes jovens e o resto do grupo de inscritos irão passar um mês em cada uma das partes da ilha. (Ficou confusa a explicação?)

Esta ilha serve como uma terapia. Longe do resto das pessoas e das tecnologias, estes jovens dispõe de tempo para se encontrarem a si mesmos, para recuperarem autonomamente, mas também para fazerem boas amizades, o que contribuirá para a recuperação de cada um.

O livro é narrado em primeira pessoa, pelos pontos de vista da Cat e do Santi e adoro quando os autores fazem isso, porque nos dá um segundo ponto de vista dos acontecimentos, não deixando de parte a narração em primeira pessoa.

Pela linguagem clara (tanto da parte narrada como dos diálogos), fluida e extremamente rápida de ler é um livro juvenil, porém fala de alguns temas que são tipicamente abordados no género YA (temas esses que são spoiler se disser quais são). Os capítulos são curtos, o que é maravilhoso e só ajuda na fluidez da narrativa.

Este livro fala-nos de culpa, de saber perdoar, de nunca desistir de ser feliz e de lutar para conseguir aquilo que se quer. Ao longo do livro vemos várias lições de vida e cada uma delas acaba por marcar também um pouco a nossa vida.

Existem partes cómicas, piadas internas e muita cumplicidade e ajuda entre os personagens. Notei que a autora estava sempre a criar conteúdo para que a estadia dos jovens na ilha não se tornasse demasiado monótona para o leitor e, uma vez que eles não tinham telemóveis, tablets e computadores, não tinham grandes fontes de informações do exterior, pelo que deve ter sido mais difícil.

Achei apenas que existiram algumas partes um pouco insuscetíveis de acontecerem realmente, e que acabaram por soar a algo forçado. Talvez por ser um livro juvenil, eu achei que algumas partes foram óbvias demais para um leitor um pouco mais atento aos detalhes, como costuma ser o meu caso, mas considero que são pistas que poderiam muito bem passar despercebidas a um leitor mais novo.

Em suma, gostei da leitura e recomendo-a a jovens que gostem de livros com alguma aventura, romance, mas que também aborde temas mais sérios e reflexivos.

Beijinhos e boas leituras!

Lia
 
 
Uma leitura realizada com o apoio:

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Livros Recebidos da Editora Clube do Autor

A editora Clube do Autor (http://www.clubedoautor.pt/) entrou em contacto comigo para me enviar alguns livros de cortesia e acabei conhecendo um pouco mais sobre esta editora que mal conhecia. Decidi fazer este post para compartilhar convosco algumas coisas que descobri e os lançamentos de livros que a editora está a “apostar” e que me enviaram um exemplar. Agradeço desde já à editora pela simpatia para comigo e pelo envio dos livros. (Muito obrigada!)

Esta editora é relativamente recente neste mundo literário, uma vez que existe apenas desde 2010. Procura publicar sempre “livros de qualidade” e que sejam um “convite à leitura”, dito nas palavras da sua pequena equipa. No catálogo da editora existem livros quer de ficção, quer de não ficção e existem para todas as faixas etárias.

Passados já sete anos, o Clube do Autor conta com centenas de livros já publicados e esta editora já é considerada uma editora de referência em áreas como “divulgação histórica”, “ciências humanas e sociais” e “romances”.

domingo, 30 de julho de 2017

Tag: Um Amor de Verão

Como está a correr o vosso verão? Espero que bem!

Hoje decidi trazer-vos uma tag de verão que encontrei no canal "creepysantos". Esta tag foi criada pelo "BooksandBullshit" e traduzida pelo "Arquipélago Literário".
E sem mais demoras, vamos  lá à tag!

1.       Início do verão: Um livro prendeu a tua atenção na primeira frase.

 
O livro “diz-lhe que não” de Helena Magalhães tem um pequeno excerto da crónica que vem a seguir e ao ler o primeiro excerto, fiquei totalmente presa ao livro e com a sensação de “Oh! Isto vai ser muito bom!”. Para não vos deixar a morrer de curiosidade para saber este excerto, vou coloca-lo a seguir, só não me responsabilizo, caso queiram sair a correr para ir comprar o livro!

(“Somos uma geração que vive de relação em relação mas, na verdade, não tem nenhuma com significado. Somos uma geração que não se consegue comprometer porque passamos a vida à procura de outra pessoa melhor.” Página 12)
(Talvez um pouco filosófico até, mas gosto bastante!)
 
(Já fiz um post com a minha opinião sobre este livro, aqui no blog: https://euliaeleio.blogspot.pt/2017/05/diz-lhe-que-nao-de-helena-magalhaes.html)

 
2.       Um livro para ler num dia muito quente para sair de casa.

 
Uma BD ou uma Grafic Novel são perfeitas ler num dia muito quente para sair de casa, porque são leituras normalmente mais rápidas e leves, o que calha mesmo bem nestes dias. Como sugestão, recomendo uma grafic novel que li recentemente que é “Crepúsculo – A novela gráfica, volume 1” de Stephenie Meyer com arte e adaptação de Young Kim

 
3.       Viagem de verão: Um livro que levarias contigo numa viagem.

 
Levava comigo o livro "Papá das Pernas Altas” de Jean Webster, uma das minhas leituras recentes, e espero fazer um post sobre ele em breve! Mas posso adiantar que é um livro perfeito para levar numa viagem porque é pequeno (ou seja, ocupa pouco espaço), com uma narrativa muito fluida e muito divertido, simplesmente fantástico para passar uns bons momentos!

 
4.       Um chá gelado cairia bem: Um livro com um ambiente frio.

 
Quando penso num livro com um ambiente frio, penso em “Miúda Online” de Zoella Sugg. Acho que já referi este livro algumas vezes em tags, mas adequa-se perfeitamente nesta categoria.

 
5.       Queimadura solar (desagradável): Um livro que realmente não gostaste (até agora) este ano.

 
É difícil que eu leia um livro e que no final classifique com uma estrela, mas até agora o livro com a classificação mais baixa deste ano foi “Memorial do Convento” de José Saramago.
 
(Se quiserem saber a minha opinião mais detalhadamente, o link da minha opinião é este  https://euliaeleio.blogspot.pt/2017/04/memorial-do-convento-de-jose-saramago.html)

 
6.       Leitura escaldante: Recomenda um dos teus livros favoritos.

 
Vou recomendar um dos meus livros favoritos mais recentes que é “A química dos nossos corações” de Krystal Sutherland. É um livro espetacular e fiz um post recentemente falando dele. (O link do post é o seguinte: https://euliaeleio.blogspot.pt/2017/07/a-quimica-dos-nossos-coracoes-de.html)
 
 
Espero que tenham gostado, e quem quiser fazer, fique à vontade!

 
Beijinhos e boas leituras!

 
Lia

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Leite e Mel de Rupi Kaur

Classificação: ⭐⭐⭐

Leite e Mel é um livro escrito por Rupi Kaur, composto por vários poemas que se encontram divididos em quatro partes: “a dor”, “o amor”, “a separação” e “a cura”. (Acho que estas quatro partes funcionam como que um ciclo, que se repete várias vezes ao longo da vida.)

Confesso que ler poesia é algo que não estou acostumada e só o faço quando preciso de ler por causa da escola. Mas a sinopse deste livro, estas quatro partes que ele aborda, as ilustrações e toda a edição, que está completamente magnífica, fizeram-me querer lê-lo.

Ao nível da temática fala, para além de dor, de amor, de separação e de cura, fala sobre violação, sobre amor, sofrimento (e superação), feminismo, entre outros.

Para mim foi um bocado difícil ler alguns poemas, mais sobre a temática da violação, propriamente dita, porque a poesia de Rupi Kaur é crua e direta. Sem rodeios. E como não li muito sobre este tema, acabei por achar um pouco pesado em algumas partes.

A poesia da autora é mais descuidada com a métrica e com a organização dos versos em relação a outros poemas que já li para a escola, mas de certa forma, isso faz com que a leitura flui-a melhor para o leitor e, acredito que, a escrita flui-a melhor também para a escritora.

Em suma, este é um livro real, extremamente íntimo, sincero, que nos apresenta realidades obscuras como a violação (mas que precisam ser faladas e debatidas nos livros), e nos mostra que nós mulheres, passamos por mais coisas em comum do que aquilo que imaginamos, não me refiro à violação, mas a todas as relações amorosas que tem tantas semelhanças entre si.

Espero que tenham gostado desta minha opinião, talvez um pouco mais pequena do que o normal, mas deixo-vos agora um excerto do livro. É uma mensagem de positivismo e inspiradora que decidi partilhar convosco:

“aguenta firme na tua dor
deixa que dela nasçam flores
ajudaste-me
a que nascessem flores da minha dor
por isso
abre-te em beleza
sem medos
com garra
abre-te com suavidade
abre-te como precisares
mas deixa-te florir

- aos leitores”

(página 158)

Beijinhos e boas leituras!
 
Lia