terça-feira, 10 de outubro de 2017

Vi o filme... mas não li o livro! (Parte 1)

Com este post vou inaugurar este novo quadro aqui no blog, que só pelo nome já diz tudo: “Vi o filme… mas não li o livro!”, porém este novo quadro não terá muitos posts, uma vez que irei falar de cinco livros/filmes de cada vez e eu não vi assim tantos filmes baseados em livros, ao ponto de fazer muitos posts neste estilo.

Não sei se sou a única leitora ou não, que vê os filmes antes de ler os livros. O que acaba por acontecer muitas vezes é que perco ligeiramente o interesse na leitura porque já recebi muitos spoilers da história. Noutras alturas fico ainda mais empolgada em ler os livros para saber os detalhes da história que gostei tanto, mas que apenas durou pouco mais de uma hora e meia.
 
Em praticamente todos os filmes que vi, foi ter muita curiosidade em saber a história mais rapidamente e não ter tempo disponível suficiente para ler o livro.

Para cada filme/livro vou colocar a sinopse do livro e o link do trailer do filme (no youtube) com legendas em português.
 

“Agora Fico Bem” de Jenny Downham

SINOPSE:
Inspiradora, comovente, divertida e profundamente marcante, não é exagero dizê-lo. É assim a história de Agora fico Bem, o primeiro romance da inglesa Jenny Downham, cujo sucesso levou de imediato a comparações com J. K. Rowlings.
O livro começa com um desejo. Nada muito complicado. Tessa, a jovem a quem restam apenas alguns meses de vida, quer ter relações sexuais antes de morrer. E quer também conduzir "às escondidas", experimentar drogas, roubar coisas de uma loja... viver o tempo que resta!
Cumprir cada item da lista das 10 coisas a fazer antes de morrer torna-se assim a única ambição de Tessa perante o seu imutável destino.
Agora fico Bem é por isso um romance brilhante, comovente mas curiosamente cheio de vida. E mesmo partindo de um tema doloroso, passado com leveza e doçura, é um texto verdadeiro e tocante, sem ser piegas.
 
Trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=A7GCHZw0urE
 
 

 “Viver Depois de Ti” de Jojo Moyes
 
SINOPSE:
Louisa Clark é uma jovem com uma vida banal - um namorado estável, trabalhador e uma família unida - que nunca saiu da aldeia onde sempre viveu. Quando fica desempregada, vê-se obrigada a aceitar um emprego em casa de Will Traynor, que vive preso a uma cadeira de rodas, depois de um acidente. Ele sempre tinha vivido de um modo trepidante - grandes negócios, desportos radicais, viajante incansável - agora tudo isso ficou para trás.
Will é mordaz, temperamental e autoritário, mas Lou recusa tratá-lo com complacência e em breve a felicidade e o bem-estar dele tornam-se muito mais importantes do que ela esperaria. No entanto, quando Lou descobre que Will tem planos inconfessáveis para a sua vida, ela luta para lhe mostrar que ainda assim vale a pena viver.
Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso, com sensibilidade, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.
 
Triler do filme: https://www.youtube.com/watch?v=fcYTKsLsMy4
 

 
“Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los” - O Argumento Original do Filme de J. K. Rowling
 
SINOPSE:
A ação do filme Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los começa no ano de 1926, no momento em que Newt Scamander, representado por Eddie Redmayne, premiado com um Óscar da Academia, conclui uma viagem à volta do mundo para encontrar e documentar um conjunto extraordinário de criaturas mágicas.
Tendo chegado a Nova Iorque para uma breve paragem, ele poderia ter partido de imediato sem qualquer incidente... não fosse um No-Maj (termo americano para Muggle) chamado Jacob, uma pasta mágica perdida e a fuga de alguns dos monstros fantásticos recolhidos por Newt, que causam grandes problemas quer no mundo da feitiçaria quer no mundo No-Maj.
 
Trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=OZgBTbqw-aw
 

“A 5ª Vaga” de Rick Yancey

SINOPSE:
A 5ª Vaga, o volume que dá início à trilogia com o mesmo nome, é uma obra-prima da ficção científica moderna. É um épico extremamente original, que nos apresenta um cenário de invasão extraterrestre do planeta Terra como nunca antes foi escrito ou sequer imaginado. Nesta narrativa assombrosa, uma nave extraterrestre fixa-se na órbita da terra, à vista de todos mas sem estabelecer qualquer interação. Até que, subitamente, uma gigantesca onda eletromagnética desativa todos os sistemas da Terra, e todas as luzes, comunicações e máquinas deixam de funcionar. A esta primeira vaga seguem-se outras, num crescendo de violência que devasta grande parte da humanidade. Será este o fim da existência humana sobre a Terra? Haverá ainda alguma salvação possível? Um thriller de alta voltagem, com todos os ingredientes para se tornar um grande clássico da literatura fantástica universal.
 
Trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=9vckloCFivE

 
“A Rapariga que Roubava Livros” de Markus Zusak
 
SINOPSE:
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.
 
Trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=J24AlOYHpVU

 
Acho que já conseguiram pegar algumas dicas de filmes baseados em livros, ou de livros que serviram de base a filmes, que talvez não conheciam. Espero que tenham gostado!

Irei trazer-vos mais livros/filmes noutro post.
 
Beijinhos e boas leituras!
 
Lia

sábado, 30 de setembro de 2017

O Prédio das Mulheres que Desistiram dos Homens de Karine Lambert

Classificação: ⭐⭐⭐

Terminei a leitura do livro “O Prédio das Mulheres que Desistiram dos Homens” recentemente e decidi trazer-vos a minha opinião sobre ele. Ao longo do post irei também colocar alguns quotes do livro.

Para além da capa deste livro, o que me chamou à atenção foi o título e a sinopse. O livro conta a história de umas mulheres que vivem num prédio onde proibiram completamente a entrada dos homens. Mas acabam por estar sempre presentes nas memórias e nas mágoas de cada uma.

“Às vezes é preciso aprender a ficar de pé sozinha. É tão difícil.” (página 148)

Tudo corre “às mil maravilhas” até à chegada da Juliette, a nova inquilina do prédio, que vai começar a abalar aos poucos as convicções das mulheres deste prédio, porque ao contrário delas, a Juliette ainda não desistiu dos homens.

Todas as “Mulheres que Desistiram dos Homens” não desistiram simplesmente porque “sim”, mas por um motivo forte. E cada um desses motivos é revelado ao longo do livro e percebemos melhor o porquê desta escolha.

“A formação de um casal não é a única resposta à pergunta «como ser feliz?»” (página 163)

O prédio é “governado” pela Rainha, a dona do prédio e a pessoa que impôs esta regra, também ela com os seus motivos para a abstinência do amor dos homens na sua vida.

“Só nos palcos podemos dançar todos os dias com o nosso parceiro a mesma coreografia sem cair. Na vida real, é mais perigoso.” (página 32)

A história é maioritariamente narrada pela Juliette, mas também tem partes narradas pelas outras mulheres, quando o leitor fica a conhecer os motivos de cada mulher desistir dos homens. Estas partes são nos apresentadas através de flashbacks.

A narrativa é fluida e os capítulos são relativamente curtos.

É um romance perfeito para pessoas que não gostam romances muito clichés e muito lamechas, que é o meu caso. É um romance que nos mostra algo próximo às verdadeiras relações amorosas, sem o “viveram felizes para sempre” no final do livro, como nos contos de fadas. E estes são na minha opinião, os melhores romances.

Se alguém conhecer algum livro semelhante, ou tiver ficado interessado em ler “O Prédio das Mulheres que Desistiram dos Homens” digam-me nos comentários porque vou ficar muito feliz em saber!

Beijinhos e boas leituras!

Lia

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Tag: Fall Time Cosy Time

Decidi trazer-vos uma tag relacionada ao outono, esta estação do ano tão linda e maravilhosa!

A tag original foi criada no canal Sam's Nonsense (link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Q-4nDR8jXi0). A tradução foi feita pela Melina Souza (link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=9X-zeOKDPjM) e foi no canal dela que vi a tag.

1.    CRUNCHING LEAVES: O mundo está cheio de cores. Escolha um livro que tenha vermelho, laranja e amarelo na capa.

 
“O Resgate do Tigre” de Colleen Houck (é o segundo livro da trilogia “A Maldição do Tigre”) é um livro com bastante vermelho e laranja na capa (além de preto), amarelo não tem grande coisa, apesar de parecer em algumas fotos, na realidade, a cor que vemos é dourado, mas encaixa nesta categoria na mesma.


2.    COSY SWEATER: Finalmente está frio o suficiente para vestir roupas quentinhas e aconchegantes. Escolha um livro que te dá aconchego.

 
Como é que posso não incluir o livro “Celestial” de Cynthia Hand nesta pergunta?! É impossível! “Celestial” é um livro que me fez sentir um grande aconchego quando o livro e ainda o sinto sempre que penso nele.

 
3.    FALL STORM: O vento está uivando e a chuva está batendo. Escolha um livro ou um gênero que você goste de ler em dias de tempestade.

 
Adoro ler livros de banda desenhada num dia desses, debaixo de uma mantinha. Mas qualquer livro é bom para se ler em dias de tempestade!

 
4.    COOL CRISP AIR: Qual o personagem mais legal que você gostaria de trocar de lugar?


Adorava trocar de lugar com a Hermione dos livros Harry Potter e poder viver em Hogwarts (resposta cliché, eu sei. Inclusive, foi a resposta da Melina Souza, se não estou em erro)
 

5.    HOT APPLE CIDER: Indique um livro que você gostaria que fosse mais conhecido.
 

Gostava muito que o livro “A Química dos Nossos Corações” de Krystal Sutherland fosse mais conhecido, porque apesar de ser um livro relativamente recente, não teve o reconhecimento do publico que o livro merece.
 

6.     COAT, SCARVES AND MITTENS: Está ficando realmente frio e está na hora de se cobrir. Qual livro da sua estante tem a capa mais constrangedora que você gostaria de poder esconder quando tiver que ler em público?


Acho que não tenho nenhum livro que tenha uma capa constrangedora ao ponto de a esconder quando tiver a ler em público. Tenho, na realidade, é livros com a capa feia, mas não acho que sejam constrangedoras.

 
Espero que tenham gostado da tag e fiquem à vontade para responder e me dizer. Vou adorar ver as vossas respostas!

 
Beijinhos e boas leituras!

 
Lia
 
 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Livros com a temática do suicídio que pretendo ler

Este mês é o mês da prevenção contra o suicídio, com a campanha “Setembro Amarelo”, por isso, tal como no ano passado, vou voltar a falar desta campanha aqui no blog, porque falar neste assunto nunca é de mais.

“O suicídio tem crescido nas mais diferentes faixas etárias, e os índices entre jovens e idosos chamam a atenção dos especialistas. A depressão é a principal causa. Enquanto o suicídio segue sendo um assunto sobre o qual se fala pouco, o número de pessoas que tiram a própria vida avança silenciosamente. No Brasil, o índice perde apenas para homicídios e acidentes de trânsito entre as mortes por fatores externos (o que exclui doenças). Em todo o mundo, entre os jovens, a morte por suicídio já é mais frequente que por HIV. Entre idosos, assim como entre pessoas de meia-idade, os índices também avançam.

Falar de suicídio, na maioria das vezes, é falar de depressão. Falar de depressão, no entanto, não necessariamente é falar de suicídio.”

(Podem encontrar mais esclarecimentos sobre este assunto no site oficial da Campanha: http://www.setembroamarelo.org.br/)

Durante este mês eu e mais algumas pessoas estamos a fazer uma leitura em conjunto do livro “Uma história meio que engraçada” de Ned Vizzini (em português do Brasil). É um livro que aborda esta temática do suicídio nos jovens. (SINOPSE: O que aconteceria se você descobrisse que a maior idealização da sua vida não era aquilo que você esperava? O adolescente Graig Gilner vai perceber que, até mesmo ao atingir um objetivo, nem sempre as coisas saem da forma como deveriam. Mas aprenderá também que, mesmo nas adversidades, é possível fazer novos amigos, se apaixonar e encontrar motivos para viver. Como muitos adolescentes determinados a vencer na vida, Craig Gilner acredita que a sua entrada na Executive Pre-Professional High School de Manhattan é o passaporte para o seu futuro. Obstinado a ter uma vida de sucesso, Craig estuda dia e noite para gabaritar no exame de admissão, e consegue. A partir daí, o que deveria ser o dia mais importante da sua vida, acaba marcando o início de um sufocante pesadelo.).

Para além da leitura, procuramos divulgar a campanha e consciencializar as pessoas para a gravidade do suicídio e para o poder de o evitar que cada um de nós tem. Quem se quiser juntar a nós, será muito bem vindo! (O grupo foi criado por uma amiga minha, a Mia do instagram @miasouza._ por isso, qualquer dúvida, é só falar com ela). 

De seguida, falo-vos aqui de cinco livros que abordam este tema e que eu estou muito curiosa para ler. (Colocarei a sinopse de cada um após o nome do livro e o respetivo autor)

 
Eu Estive Aqui
de Gayle Forman

SINOPSE: Cody fica chocada e arrasada com o suicídio de Meg, a sua melhor amiga. A pedido dos pais desta, Cody viaja até Tacoma, onde a amiga estudava, para reunir os seus pertences. Espantada, Cody descobre que Meg nunca lhe falara de inúmeros aspetos da sua vida. Por exemplo, os novos amigos, que são o tipo de pessoas com quem Meg nunca se daria antes de entrar para a faculdade, ou Ben, o vocalista de uma banda por quem a jovem se apaixonara. Porém, a sua maior descoberta ocorre quando acede ao computador de Meg e de repente tudo o que pensava que sabia sobre a morte da amiga se desmorona. Cody decide então levar esta descoberta às últimas consequências.

 
Por Treze Razões
de Jay Asher

SINOPSE: Não podes parar o futuro, nem voltar atrás ao passado. A única maneira de perceberes o mistério... é carregando no play. Clay Jensen não quer ter nada a ver com as cassetes gravadas por Hannah Baker. Hannah está morta. Os seus segredos foram enterrados com ela. Mas a voz de Hannah diz a Clay que o nome dele está gravado naquelas cassetes e que ele é, em parte, responsável pela sua morte. Clay ouve as gravações ao longo da noite. Ele segue as palavras gravadas de Hannah pela pequena cidade onde vive… e o que descobre muda a sua vida para sempre.
 

Em Português do Brasil:
 
A Playlist de Hayden
de Michelle Falkoff

SINOPSE: Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente. Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava. “A Playlist de Hayden” é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

 
Fale!
de Laurie Halse Anderson

SINOPSE: “Fale sobre você... Queremos saber o que tem a dizer.” Desde o primeiro momento, quando começou a estudar no colégio Merryweather, Melinda sabia que isso não passava de uma mentira deslavada, uma típica farsa encenada para os calouros. Os poucos amigos que tinha, ela perdeu ou vai perder, acabou isolada e jogada para escanteio. O que não é de admirar, afinal, a garota ligou para a polícia, destruiu a tradicional festinha que os veteranos promovem para comemorar a chegada das férias e, de quebra, mandou vários colegas para a cadeia. E agora ninguém mais quer saber dela, nem ao menos lhe dirigem a palavra - insultos e deboches, sim - ou lhe dedicam alguns minutos de atenção, com duvidosas exceções. Com o passar dos dias, Melinda vai murchando como uma planta sem água e emudece. Está tão só e tão fragilizada que não tem mais forças para reagir. Finalmente encontra abrigo nas aulas de arte, e será por meio de seu projeto artístico que tentará retomar a vida e enfrentar seus demônios: o que, de fato, ocorreu naquela maldita festa?

 
A Lista Negra
de Jennifer Brown

SINOPSE: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.

Se alguém já leu algum destes livros contem-me nos comentários, para ficar a saber a vossa opinião. Digam também se me recomendam a leitura ou não. E se já tiverem lido algum outro livro com esta temática e tenham gostado, digam-me, porque posso ainda não conhecer!

Beijinhos e boas leituras!

Lia

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A Mulher do Camarote 10 de Ruth Ware

Classificação: ⭐⭐⭐

 
Finalizei recentemente a leitura do livro “A Mulher do Camarote 10” de Ruth Ware e não poderia deixar de compartilhar convosco a minha opinião sobre ele. Quero apenas dizer que, caso não tenham visto os últimos posts, este livro foi-me gentilmente oferecido pela editora Clube do Autor juntamente com outros livros maravilhosos! (Se quiserem saber mais sobre a editora e sobre todos os livros que eles me enviaram, falei deles no post deste link: http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/08/livros-recebidos-da-editora-clube-do.html).

 
(Lembrando que a minha opinião é sempre sincera sobre aquilo que leio, independentemente de o livro me ter sido cedido por alguma editora ou autor.)

 
O livro conta a história de uma jornalista, a Laura Blacklock, ou simplesmente Lo, que pretende subir na carreira e para isso aceita o convite de participar na viagem inaugural de um cruzeiro de luxo, o Aurora Borealis, onde só participariam pessoas influentes dos media e o próprio dono do cruzeiro e a sua mulher. Tudo certo até aqui... mas o que a Lo não contava experienciar era um crime no camarote ao lado do seu.

 
O mais estranho é que, ao denunciar o que viu às entidades responsáveis no cruzeiro, é informada de que não falta nenhum membro da tripulação, nem dos convidados e ninguém pode ter entrado nem saído de um barco em movimento. Sendo assim, como a Lo consegue arranjar uma explicação para aquilo que viu e ouviu? Terá sido apenas fruto da sua imaginação? Ou terá realmente acontecido um crime abordo de um cruzeiro de luxo sem que ninguém tenha reparado nisso?

 
Este é o pano de fundo para o policial de Ruth Ware lançado pela editora Clube do Autor no mês passado.

 
A história é narrada em primeira pessoa pela Lo, porém aparecem uma espécie de “recortes de jornal” e conversas de e-mail entre outras coisas que não são do conhecimento da Laura Blacklock, mas que dão um ar muito mais tenso à história, porque são revelações que nos prendem completamente à leitura.

 
Confesso que no início a leitura é um bocado monótona e não acontece muita coisa surpreendente. Quando acontece de facto o crime a bordo o leitor não fica surpreso porque já sabia que tal iria acontecer assim que leu a sinopse (ou viu este meu post) e isso acaba por cortar um bocado o suspense que se podia ter sentido, todavia, após o crime e a pequena investigação por conta da Lo, acabam por acontecer várias reviravoltas umas a seguir às outras que prendem inevitavelmente o leitor, na tentativa de ele próprio tentar solucionar o caso.

 
A leitura é fluida, divertida em algumas partes (de forma a cortar o ambiente tenso), e de cortar a respiração em outras. O enredo é surpreendente (pelo menos foi assim para mim), como se pede de um policial, e as personagens são igualmente bem construídas.

 
Não é de um género que eu leia muito, pois de policiais este é apenas a minha segunda leitura, mas ainda assim foi uma leitura muito agradável de se fazer e que gostei bastante.

 
Indico para quem gosta de policiais e também para quem não lê muitos livros do género, mas pretende sair da zona de conforto lendo um policial.
 
Beijinhos e boas leituras!
 
Lia

 
Uma leitura realizada com o apoio:



domingo, 13 de agosto de 2017

A Ilha das Quatro Estações de Marta Coelho

Classificação: ⭐⭐⭐

Quem acompanha o blog viu que o último post que saiu foi sobre a editora “Clube do Autor” e sobre os livros que eles me enviaram (quem não sabe do que eu estou a falar, está aqui o link do post para perceberem melhor ao que me estou a referir: http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/08/livros-recebidos-da-editora-clube-do.html) E hoje trago-vos a minha opinião sobre um desses livros: A Ilha das Quatro Estações.

O livro conta a história de quatro jovens: a Cat, o Santi (ou Tiago), o Misha e a Rute. Todos eles estão em sofrimento por alguma coisa do passado quando chegam à Ilha das Quatro Estações, onde irão passar quatro meses das suas férias de verão. Esta Ilha encontra-se dividida em quatro partes e em cada uma delas vive-se uma estação do ano. Estes jovens e o resto do grupo de inscritos irão passar um mês em cada uma das partes da ilha. (Ficou confusa a explicação?)

Esta ilha serve como uma terapia. Longe do resto das pessoas e das tecnologias, estes jovens dispõe de tempo para se encontrarem a si mesmos, para recuperarem autonomamente, mas também para fazerem boas amizades, o que contribuirá para a recuperação de cada um.

O livro é narrado em primeira pessoa, pelos pontos de vista da Cat e do Santi e adoro quando os autores fazem isso, porque nos dá um segundo ponto de vista dos acontecimentos, não deixando de parte a narração em primeira pessoa.

Pela linguagem clara (tanto da parte narrada como dos diálogos), fluida e extremamente rápida de ler é um livro juvenil, porém fala de alguns temas que são tipicamente abordados no género YA (temas esses que são spoiler se disser quais são). Os capítulos são curtos, o que é maravilhoso e só ajuda na fluidez da narrativa.

Este livro fala-nos de culpa, de saber perdoar, de nunca desistir de ser feliz e de lutar para conseguir aquilo que se quer. Ao longo do livro vemos várias lições de vida e cada uma delas acaba por marcar também um pouco a nossa vida.

Existem partes cómicas, piadas internas e muita cumplicidade e ajuda entre os personagens. Notei que a autora estava sempre a criar conteúdo para que a estadia dos jovens na ilha não se tornasse demasiado monótona para o leitor e, uma vez que eles não tinham telemóveis, tablets e computadores, não tinham grandes fontes de informações do exterior, pelo que deve ter sido mais difícil.

Achei apenas que existiram algumas partes um pouco insuscetíveis de acontecerem realmente, e que acabaram por soar a algo forçado. Talvez por ser um livro juvenil, eu achei que algumas partes foram óbvias demais para um leitor um pouco mais atento aos detalhes, como costuma ser o meu caso, mas considero que são pistas que poderiam muito bem passar despercebidas a um leitor mais novo.

Em suma, gostei da leitura e recomendo-a a jovens que gostem de livros com alguma aventura, romance, mas que também aborde temas mais sérios e reflexivos.

Beijinhos e boas leituras!

Lia
 
 
Uma leitura realizada com o apoio:

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Livros Recebidos da Editora Clube do Autor

A editora Clube do Autor (http://www.clubedoautor.pt/) entrou em contacto comigo para me enviar alguns livros de cortesia e acabei conhecendo um pouco mais sobre esta editora que mal conhecia. Decidi fazer este post para compartilhar convosco algumas coisas que descobri e os lançamentos de livros que a editora está a “apostar” e que me enviaram um exemplar. Agradeço desde já à editora pela simpatia para comigo e pelo envio dos livros. (Muito obrigada!)

Esta editora é relativamente recente neste mundo literário, uma vez que existe apenas desde 2010. Procura publicar sempre “livros de qualidade” e que sejam um “convite à leitura”, dito nas palavras da sua pequena equipa. No catálogo da editora existem livros quer de ficção, quer de não ficção e existem para todas as faixas etárias.

Passados já sete anos, o Clube do Autor conta com centenas de livros já publicados e esta editora já é considerada uma editora de referência em áreas como “divulgação histórica”, “ciências humanas e sociais” e “romances”.

domingo, 30 de julho de 2017

Tag: Um Amor de Verão

Como está a correr o vosso verão? Espero que bem!

Hoje decidi trazer-vos uma tag de verão que encontrei no canal "creepysantos". Esta tag foi criada pelo "BooksandBullshit" e traduzida pelo "Arquipélago Literário".
E sem mais demoras, vamos  lá à tag!

1.       Início do verão: Um livro prendeu a tua atenção na primeira frase.

 
O livro “diz-lhe que não” de Helena Magalhães tem um pequeno excerto da crónica que vem a seguir e ao ler o primeiro excerto, fiquei totalmente presa ao livro e com a sensação de “Oh! Isto vai ser muito bom!”. Para não vos deixar a morrer de curiosidade para saber este excerto, vou coloca-lo a seguir, só não me responsabilizo, caso queiram sair a correr para ir comprar o livro!

(“Somos uma geração que vive de relação em relação mas, na verdade, não tem nenhuma com significado. Somos uma geração que não se consegue comprometer porque passamos a vida à procura de outra pessoa melhor.” Página 12)
(Talvez um pouco filosófico até, mas gosto bastante!)
 
(Já fiz um post com a minha opinião sobre este livro, aqui no blog: https://euliaeleio.blogspot.pt/2017/05/diz-lhe-que-nao-de-helena-magalhaes.html)

 
2.       Um livro para ler num dia muito quente para sair de casa.

 
Uma BD ou uma Grafic Novel são perfeitas ler num dia muito quente para sair de casa, porque são leituras normalmente mais rápidas e leves, o que calha mesmo bem nestes dias. Como sugestão, recomendo uma grafic novel que li recentemente que é “Crepúsculo – A novela gráfica, volume 1” de Stephenie Meyer com arte e adaptação de Young Kim

 
3.       Viagem de verão: Um livro que levarias contigo numa viagem.

 
Levava comigo o livro "Papá das Pernas Altas” de Jean Webster, uma das minhas leituras recentes, e espero fazer um post sobre ele em breve! Mas posso adiantar que é um livro perfeito para levar numa viagem porque é pequeno (ou seja, ocupa pouco espaço), com uma narrativa muito fluida e muito divertido, simplesmente fantástico para passar uns bons momentos!

 
4.       Um chá gelado cairia bem: Um livro com um ambiente frio.

 
Quando penso num livro com um ambiente frio, penso em “Miúda Online” de Zoella Sugg. Acho que já referi este livro algumas vezes em tags, mas adequa-se perfeitamente nesta categoria.

 
5.       Queimadura solar (desagradável): Um livro que realmente não gostaste (até agora) este ano.

 
É difícil que eu leia um livro e que no final classifique com uma estrela, mas até agora o livro com a classificação mais baixa deste ano foi “Memorial do Convento” de José Saramago.
 
(Se quiserem saber a minha opinião mais detalhadamente, o link da minha opinião é este  https://euliaeleio.blogspot.pt/2017/04/memorial-do-convento-de-jose-saramago.html)

 
6.       Leitura escaldante: Recomenda um dos teus livros favoritos.

 
Vou recomendar um dos meus livros favoritos mais recentes que é “A química dos nossos corações” de Krystal Sutherland. É um livro espetacular e fiz um post recentemente falando dele. (O link do post é o seguinte: https://euliaeleio.blogspot.pt/2017/07/a-quimica-dos-nossos-coracoes-de.html)
 
 
Espero que tenham gostado, e quem quiser fazer, fique à vontade!

 
Beijinhos e boas leituras!

 
Lia

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Leite e Mel de Rupi Kaur

Classificação: ⭐⭐⭐

Leite e Mel é um livro escrito por Rupi Kaur, composto por vários poemas que se encontram divididos em quatro partes: “a dor”, “o amor”, “a separação” e “a cura”. (Acho que estas quatro partes funcionam como que um ciclo, que se repete várias vezes ao longo da vida.)

Confesso que ler poesia é algo que não estou acostumada e só o faço quando preciso de ler por causa da escola. Mas a sinopse deste livro, estas quatro partes que ele aborda, as ilustrações e toda a edição, que está completamente magnífica, fizeram-me querer lê-lo.

Ao nível da temática fala, para além de dor, de amor, de separação e de cura, fala sobre violação, sobre amor, sofrimento (e superação), feminismo, entre outros.

Para mim foi um bocado difícil ler alguns poemas, mais sobre a temática da violação, propriamente dita, porque a poesia de Rupi Kaur é crua e direta. Sem rodeios. E como não li muito sobre este tema, acabei por achar um pouco pesado em algumas partes.

A poesia da autora é mais descuidada com a métrica e com a organização dos versos em relação a outros poemas que já li para a escola, mas de certa forma, isso faz com que a leitura flui-a melhor para o leitor e, acredito que, a escrita flui-a melhor também para a escritora.

Em suma, este é um livro real, extremamente íntimo, sincero, que nos apresenta realidades obscuras como a violação (mas que precisam ser faladas e debatidas nos livros), e nos mostra que nós mulheres, passamos por mais coisas em comum do que aquilo que imaginamos, não me refiro à violação, mas a todas as relações amorosas que tem tantas semelhanças entre si.

Espero que tenham gostado desta minha opinião, talvez um pouco mais pequena do que o normal, mas deixo-vos agora um excerto do livro. É uma mensagem de positivismo e inspiradora que decidi partilhar convosco:

“aguenta firme na tua dor
deixa que dela nasçam flores
ajudaste-me
a que nascessem flores da minha dor
por isso
abre-te em beleza
sem medos
com garra
abre-te com suavidade
abre-te como precisares
mas deixa-te florir

- aos leitores”

(página 158)

Beijinhos e boas leituras!
 
Lia

sábado, 8 de julho de 2017

A química dos nossos corações de Krystal Sutherland

Classificação: ⭐⭐⭐⭐
 
A química dos nossos corações de Krystal Sutherland foi um livro que a princípio não me chamou a atenção, mas bastou parar e ler a sinopse dele para ter a certeza que o ia adorar!

O livro conta a história de Henry Page, um rapaz de 17 anos que nunca se apaixonou (é claro que teve aquela namorada na infância, mas era na idade em que os namoros consistiam em andar de mão dada), mas sempre sonhou em encontrar a sua alma gémea, tal como os seus pais se encontraram um ao outro.

Grace Town é a nova aluna na escola de Henry Page, veste-se com roupas masculinas e usa uma bengala para se apoiar enquanto caminha. Esta não é a rapariga dos sonhos de Henry Page, mas quando ambos são convocados para coordenadores do jornal da escola, eles acabam por se conhecer e a química dos seus corações é inevitável…

Porém, Grace Town esconde muitos segredos. Segredos esses que podem dificultar, e muito, esta possível futura relação. Será que juntos conseguem ultrapassar tudo e ter um final feliz, ou será que os corações partidos são algo com o qual eles vão aprender (e ensinar-nos) a lidar?

Uma coisa que adoro neste livro é o facto de não ser cliché, não se limita a ser (mais) um romance, é muito mais do que isso. Aliás, “Único” é um adjetivo perfeito para caracterizar este livro, porque tem um enredo único, personagens únicos, episódios únicos. Até podia dizer “quem gostou do livro X, vai gostar deste”, mas não consigo encontrar termo de comparação, porque é realmente diferente de tudo aquilo que já li. O livro parece-me bastante realista e com acontecimentos todos eles muito suscetíveis de suceder realmente.

Algumas personagens que vão sendo apresentadas ao longo da obra recebem uma descrição completa, desde a descrição física, a episódios que o narrador vivenciou com essa personagem, por exemplo.

A amizade entre Henry Page e os seus melhores amigos é uma amizade que se consegue sentir como verdadeira, com brincadeiras completamente parvas, conversas completamente parvas, mas que quando é preciso, os amigos estão presentes e querem o melhor uns para os outros.

Existem pelo menos dois personagens que me irritaram muito, em vários momentos distintos, mas é aquele amor/ódio que não consigo deixar de sentir pelos personagens. Fizeram e disseram coisas que eu fiquei “NÃO!!! NÃO FAÇAS ISSO!!!”, mas o facto de os personagens me irritarem nem é um ponto negativo no livro, porque compreendo o seu lado, sei que estão a tentar fazer o que pensam ser o melhor para eles e é assim que evoluem enquanto personagens.

Os capítulos são curtos, o que me agrada bastante, e de certa forma faz com que a leitura seja mais rápida e fluida, porque estava sempre a pensar “só mais um capítulo”. A história é narrada em primeira pessoa (pelo ponto de vista de Henry Page) o que é algo que adoro. Existem várias referências a filmes, livros (como Harry Potter, Crepúsculo, A Quinta dos Animais…), músicas, bandas, famosos, entre outros, que quando fazem parte do conhecimento do leitor, acabam por enriquecer bastante a história.

O romance acaba por ter muita importância neste livro, mas não é apenas o romance entre duas pessoas, vemos várias relações, umas que dão certo, outras que não dão, umas que já terminaram, outras que talvez venham a começar e vemos também a forma como cada pessoa lida como a sua relação, umas tentam fingir que está tudo bem quando não está, outras fazem um escândalo quando termina… Aprendemos que o amor entre duas pessoas não dura para sempre, mas por acabar, não quer dizer que não tenha valido a pena.

Confesso que adoro marcar com post-it diferentes sentimentos que o livro me trás, tristeza, riso e outras coisas como quotes que tenha gostado e partes românticas, e este livro tem tudo isso. Conseguiu unir tudo de uma forma espetacular e na dose certa.

Recomendo muito este livro para quem gosta de um YA contemporâneo, sobre o primeiro amor, mas procura uma leitura diferente daquilo que já leu. Este livro encher-lhe-á as medidas e proporcionar-lhe-á várias reflexões e frases que ficaram para a vida.

Uma leitura realizada com o apoio:



Beijinhos e boas leituras!

Lia


sexta-feira, 30 de junho de 2017

O azul é uma cor quente de Julie Maroh

Classificação: ⭐⭐⭐⭐

“O azul é uma cor quente” foi o primeiro livro (e único, até agora) que li com um tema LGBT como foco, mais especificamente, sobre o amor entre duas pessoas do sexo feminino. Já há muito tempo que queria ler algum livro assim, mas estava meio perdida e sem saber por qual livro começar.

Quando vi este livro na Feira do Livro de Lisboa deste ano, fiquei encantada com as ilustrações (Mas não fui a única! A Inês do instagram @books4everyone também ficou!), depois percebi que se tratava de um livro LGBT e percebi que seria ótimo para uma primeira leitura sobre este tema, uma vez que seria uma história rápida, por ser em estilo de banda desenhada. Além disso, no dia 28 de junho foi o dia internacional do orgulho LGBT, então acho esta leitura não podia ter vindo em melhor altura!

O livro conta a história de uma adolescente, a Clémentine, de 15 anos, que ao passar por uma rua, se cruza com duas raparigas, uma delas acaba por lhe sorrir e de alguma forma, que Clémentine não sabe explicar, algo muda nela, com aquele sorriso enigmático de uma desconhecida.

Nada na vida da Clémentine continua como estava, as relações com os pais pioram, alguns amigos poderão afastar-se, as dúvidas sobre a sua orientação sexual ficam abaladas e numa idade em que conta tanto aquilo que pensam de nós, quais serão as atitudes que a Clémentine irá tomar daqui para a frente?

A narrativa começa depois de um determinado acontecimento na vida da Clémentine (que eu não vou revelar aqui, pois pode ser spoiler, apesar de nos ser dado a conhecer logo nas primeiras páginas), depois voltamos atrás no tempo e vemos como foi a vida dela, a partir dos seus 15 anos até ao acontecimento. O facto de a narrativa ser contruída assim, pode acabar por tirar um pouco da carga emotiva que o final teria, se desconhecêssemos o acontecimento, porém no meu caso, acabei por me emocionar na mesma, quando cheguei às páginas finais.

Tratando-se de um livro de banda desenhada e sendo eu uma estudante de artes visuais, não poderia deixar de referir que a qualidade do grafismo, do traço e a expressividade dos desenhos são realmente maravilhosos. Por vezes, não necessitamos de balões de fala, porque as imagens já falam por si. A paleta de cores é reduzida durante quase todo o livro, mas tem sempre um ou outro apontamento a azul, o que na minha opinião, resulta muito bem neste livro.

Porém, nem tudo são pontos positivos e existem duas coisas que não gostei: uma delas é o facto da tira com a propaganda do filme baseado no livro não ser de papel e retirável e ser realmente parte da capa, o que acabou prejudicando a ilustração desta. A outra coisa que não gostei foi que um dos dois tipos de letra escolhido para interior não fosse de fácil leitura e, entre determinadas letras, suscitou-me algumas dúvidas.

Gostei bastante desta leitura, foi rápida, fluida e comovente em algumas partes. Espero que mais gente conheça este livro, pois ele é uma leitura que nos ajuda a entender um pouco as dúvidas e tudo o que uma pessoa homossexual passa, em busca de um rumo para a sua vida.

Apesar de se tratar de uma banda desenhada, e de ser de fácil leitura, não recomendo para crianças, pois contém algumas partes mais adultas no interior.

Espero que tenham gostado da minha opinião e se lerem o livro digam-me o que acharam!

Beijinhos e boas leituras!

Lia
 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Tag: Ice Cream Book Tag

O verão já começou aqui em Portugal e as férias também! (apesar de, muito provavelmente, repetir algum exame, mas oficialmente estou de férias!) Por isso, decidi trazer-vos uma tag bem fresquinha, respondendo à Ice Cream Book Tag que a Rita do @housefullofbookss (que também tem blog: https://housefullofbooks.blogspot.pt/), me marcou lá no instagram. (Ela também respondeu a esta tag no seu blog, se quiserem conferir as respostas dela, o link do post é o seguinte: https://housefullofbooks.blogspot.pt/2017/06/tag-icecreambooktag.html). Obrigada pela tag, Rita!

Sem mais demoras, vamos à tag!

1.       Melão – O livro que vais ler este verão

 
Eu quero ler vários livros nas férias e aproveitar para colocar as leituras em dia. Um dos meus objetivos é ler algum livro LGBT e gostava imenso de começar pelo livro “Azul é uma cor quente” de Julie Maroh, que é um livro em banda desenhada com umas ilustrações maravilhosas e que vale muito a pena pelo menos folheá-lo. Quando o ler, farei um post com a minha opinião aqui no blog!


2.       Menta – Série favorita de todos os tempos

 
Confesso que cada vez mais, prefiro livros únicos em vez das séries, porque acabam sendo leituras mais rápidas. Além disso, quase sempre gosto menos das continuações do que do primeiro livro e, em alguns casos acho que são desnecessárias. Porém, quem me acompanha, sabe que a série “A Minha Vida é um Filme” da Paula Pimenta, é uma das que mais gosto, mesmo não tendo terminado de ler (o que acontece com quase todas as séries que já comecei a ler).

 
3.       Limão – Série pesada/demorada

 
Eu escolhi a série “Divergente” de Veronica Roth. Acho que mais alguém colocou este livro como resposta a este tópico, mas realmente acho que se adequa perfeitamente aqui. Apenas li “Divergente” e “Insurgente”, mas achei que foram livros que demoraram muito tempo a serem lidos, que tem muitas ações e reviravoltas, várias personagens e acaba por ser uma série um pouco cansativa.

 
4.       Tiramisu – Um livro que te alegra

 
O livro “Miúda Online” de Zoe Sugg é um livro super fofo, com um romance adolescente e que aborda também temas importantes e que é muito bom vê-los abordados em livros juvenis.

 
5.       Fiordilatte – Um clássico

 
“O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry foi um livro que li entre a infância e adolescência, e que é uma leitura que todas as crianças (e também os adultos) deveriam fazer.
Além disso, é um livro tão famoso que pode até ser considerado um clássico, não concordam?

 
6.       Morango – Uma história de amor fofa

 
“Namorado de Aluguer” de Kasie West (uma autora completamente maravilhosa) é o tipo de livro mesmo cliché, mas mesmo assim tão lindo e fofo, que é impossível não gostar! Um livro rápido, de leitura fluida e perfeito para ler entre leituras mais densas e complicadas.

 
7.       Chocolate – A sequela da qual estás à espera

 
“O Pacto – O crime de ter nascido” de Gemma Malley é um livro fantástico sobre um universo distópico onde a cura para a imortalidade foi descoberta.
Aqui em Portugal publicaram o primeiro livro (“O Pacto – O crime de ter nascido”) e o segundo (“A Resistência – Ninguém pode decidir por ti”), porém, se não estou em erro, lá fora, saiu um terceiro volume que tem como título “The Legacy”, volume esse que eu gostava imenso que a editora Presença publicasse também.

 
8.       Café – Um livro que te manteve acordada durante a noite

 
Para ser sincera, nunca passei uma noite inteira a ler, mas quando li o livro “diz-lhe que não” de Helena Magalhães, acabei por ir dormir mais tarde num dia ou outro, para puder ler mais um pouco deste livro antes de adormecer.

 
Aqui está a tag! Espero que tenham gostado!

 
Vou marcar algumas pessoas maravilhosas (colocarei o nome e o perfil de instagram, uma vez quem nem todas tem blog) para responderem também:
- A Mia do “miasouza._”;
- A Inês do “books4everyone”;
- A Patrícia do “lovepeaceandwrite”;
- A Mariana do “banal.girl”;
- A Inês do “alifewithbooks_”;
- A Marta do “thebookmermaid_”;
- A Angie do “angiexreads”;
- A Day do “lendo1bomlivro”.

(respondam à tag no vosso blog, instagram, youtube, ou onde preferirem)

 
Quem não está marcado, sinta-se à vontade para responder à tag na mesma!


Beijinhos e boas leituras!

 
Lia